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Reposicionamento das carteiras: as mudanças que os investidores institucionais pensam fazer


Os investidores institucionais de todo o mundo preveem realizar mais mudanças de alocação de ativos durante os próximos um ou dois anos, do que em 2012 e em 2014, de acordo com a nova edição do Fidelity Global Institutional Investor Survey. Este questionário, que engloba respostas de 933 entidades em 25 países que somam 21 biliões de doláres em ativos investíveis, revelou que as mudanças previstas mais importantes fazem referência aos investimentos alternativos, obrigações nacionais e aos ativos monetários. Em todo o mundo, 72% dos investidores institucionais questionados asseguram que aumentarão a sua exposição a investimentos alternativos ilíquidos em 2017 e 2018, enquanto que 64% investirá mais em obrigações nacionais, 55% em ativos monetários e 42% em investimentos alternativos líquidos.

Principais inquietudes dos investidores institucionais

Em geral, as maiores preocupações para os investidores são um contexto de baixas rentabilidades (28%) e a volatilidade do mercado (27%). Estas preocupações agravaram-se desde 2010, quando unicamente 25% e 22% dos questionados mencionaram um contexto de baixas rentabilidades e a volatilidade do mercado, respetivamente.

O questionário revela que as preocupações relacionadas com o investimento variam de um tipo de entidade para a outra. Em todo o mundo, os fundos de investimento soberanos (46%), os fundos de pensões públicos (31%), as seguradoras (25%) e as fundações (22%) são as entidades mais preocupadas com a volatilidade do mercado. No entanto, um contexto de baixas rentabilidades é o que mais preocupa os fundos de pensões do sector privado (38%).

Os investidores institucionais mantêm a confiança

Apesar das preocupações, praticamente todos os investidores institucionais inquiridos (96%) acreditam que ainda podem continuar a gerar alfa face aos seus índices de referência para alcançar os seus objetivos de crescimento. A maioria dos questionados (56%) assinalou que o crescimento, nas suas duas vertentes de revalorização do capital e capitalização, continua a ser o principal objetivo de investimento, uma percentagem similar à de 2014 (52%).

Num cômpito geral, os investidores institucionais fixaram como objetivo conseguir uma taxa de rentabilidade requerida em torno dos 6%. Em cima desse valor, esperam gerar cerca de 2% de alfa ao ano, obtendo aproximadamente metade dessa rentabilidade durante os próximos três anos mediante decisões de curto prazo baseadas em elementos como os melhores resultados relativos dos gestores individuais e da alocação tática de ativos.

Melhorar o processo de tomada de decisões de investimento

Praticamente metade (46%) dos investidores institucionais da Europa e da Ásia mudaram o seu enfoque de investimento durante os últimos três anos, embora essa soma seja inferior na América (11%). Dentro do conjunto de investidores institucionais questionados, a mudança mais habitual foi incrementar o número de fontes de dados (quantitativos e qualitativos) no processo de tomada de decisões.

No que toca aos dados qualitativos, pelo menos 85% dos questionados assinalaram que as intuições dos  membros do conselho de administração (90%), a dinâmica do conselho de administração (94%) e a cobertura informativa (86%) tinham pelo menos uma certa influência nas decisões de alocação de ativos. Cerca de um terço afirmou que estes factores tinham uma grande influência. 

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