Recursos fora de balanço do Novo Banco perto dos cinco mil milhões de euros


O Grupo NOVO BANCO apresentou em 2019 um resultado negativo de -1.058,8 milhões de euros, decorrente da combinação de uma perda de 1.236,4 milhões de euros na atividade legacy e de um ganho de 177,6 milhões de euros na atividade recorrente. Foi um ano em que se registou a venda da totalidade do capital social da GNB – Companhia de Seguros de Vida, S.A.  à GBIG Portugal, S.A., uma sociedade totalmente detida por fundos geridos pela APAX PARTNERS, LLP. O valor de venda ascendeu a um preço fixo inicial de 123 milhões de euros acrescido de uma componente variável de até 125 milhões de euros indexada a objetivos de distribuição constantes do contrato entre o NOVO BANCO e a GNB Vida para distribuição de produtos de seguros vida em Portugal por um período de 20 anos.

Recurso fora de balanço

No fecho do ano, os recursos totais de clientes ascendiam a  34,4 mil milhões de euros, sendo de destacar o crescimento de 12,3% nos recursos de desintermediação (fundos de investimento mobiliário e imobiliário, fundos de pensões, bancasseguros, gestão de carteiras e gestão discricionária), excluindo os recursos colocados pela GNB Vida, para efeitos comparativos. Os recursos fora de balanço (de desintermediação) cresceram assim 538 milhões de euros para os 4,93 mil milhões de euros.  O banco dá conta do reforço das soluções de poupança e de investimento do NOVO BANCO ao longo do ano com o "lançamento de produtos inovadores, como é o caso dos fundos de investimento perfilados com oferta ajustada ao apetite de risco de cada cliente".

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O comissionamento decorrente da prestação de serviços bancários a clientes mostrou um contributo de 323,5 milhões de euros no ano (+3,1% do que em dezembro de 2018). "Em 2019 as comissões relacionadas com os serviços de pagamentos e comissões sobre empréstimos e garantias registaram uma diminuição, condicionadas pelo atual contexto da atividade bancária em Portugal, que foi compensada pelo crescimento das comissões de gestão de ativos, Assessoria, Servicing e diversos". A rubrica de comissões de Gestão de Ativos e Bancasseguros ascendeu a 71,5 milhões de euros, um crescimento absoluto de 4,8 milhões de euros e relativo de 7,2%. 

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