Recuperação bolsista impulsiona fundos portugueses de ações


A meio de março, com referência ao dia 13, as obrigações tinham ganho um posto de destaque na rentabilidade dos fundos nacionais no último ano. Assim o demonstrava a APFIPP, no ranking dos fundos mais rentáveis a um ano, onde o top 5 de melhores retornos era composto por cinco fundos de obrigações euro.

Embora as queda nas ações no início do surto não tenha sido a mais forte em termos históricos, foi, ainda assim, a mais rápida. Em oito dias, o Dax caiu 33%, por exemplo. Contudo, nas últimas semanas as bolsas animaram, e a recuperação fez-se sentir em vários mercados. Os últimos resultados empresariais conhecidos não refletem inteiramente ainda a crise pandémica que vivemos, mas mais de metade dos gestores que participam no inquérito mensal que elabora a Bofa Merrill Lynch considera que os lucros empresariais se vão deteriorar nos próximos 12 meses.

Em terreno nacional, a lista de fundos mais rentáveis nos últimos 12 meses, com referência a 9 de abril, mostra como é que a recuperação do mercado acionista impulsionou os fundos de ações nacionais, e os quatro primeiros lugares foram “substituídos” por quatro fundos de ações.

 

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Fonte: APFIPP, 9 de abril
 

Claramente o destaque vai para aquele que foi o fundo mais rentável no ano passado, no caso o BPI Ações Mundiais. O fundo gerido por Rui Araújo,CFA e Luís Alvarenga, CFA, da BPI GA, alcança nos últimos 12 meses quase 6% de retorno. Segue-se o Montepio Euro Healthcare, da Montepio GA, com 3,7% de rentabilidade anualizada e o IMGA Ações América, da IM Gestão de Ativos, com 3,4%.

Recentemente, o histórico gestor Klaus Kaldemorgen fez saber a sua opinião sobre a elevada atratividade que a crise do coronavírus confere às ações em detrimento das obrigações governamentais. Consulte o artigo aqui.

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