Quem está agora ao comando do Groupama Avenir Euro?


Nas últimas semanas, a gestora francesa Groupama AM enfrentou uma série de mudanças que afetam o seu negócio na Península Ibérica. Um deles foi a reestruturação da organização do negócio ibérico ao nomear Olivier Le Braz como country manager da gestora na Península Ibérica com o claro objetivo de dar um novo impulso internacional ao negócio da empresa. Braz substituiu Iván Díez, que estava há 12 anos como responsável da empresa na Península Ibérica e que agora foi contratado pela Lonvia Capital na qualidade de sócio-diretor da nova gestora.

De facto, a posta em marcha dessa nova gestora é algo que também afeta os investidores ibéricos já que se trata do novo projeto de Cyrille Carrière, que era o gestor de um dos fundos da Groupama mais vendidos e reconhecidos no mercado ibérico: o Groupama Avenir Euro.

A estratégia de small caps foi sempre um dos grandes nichos de negócio para a Groupama e, apesar da mudança de gestor, vai continuar a ser no futuro. “A nossa estratégia foi criada em 1994 e já teve mudanças de gestores na sua história. Trata-se de um expertise estratégico para a Groupama AM. Sob a supervisão de Pierre-Alexis, ao comando desta estratégia da qual é back-up histórico, atualmente estamos a reforçar a equipa que vai gerir o próximo ciclo da estratégia de small & mid caps. Esta temática faz parte do ADN da Groupama AM”, afirma Arnaud Ganet, diretor comercial da Groupama.

Pierre Alexis, diretor de Ações e Convertíveis da Groupama AM, é, portanto, a pessoa que tomou as rédeas da gestão do Groupama Avenir Euro desde a saída de Carriere, pelos menos até que se junte a nova equipa gestora, algo que vai acontecer nas próximas semanas. “Das três novas pessoas que vão chegar para reforçar a equipa, o líder da franquia Small & Mid Caps chegará no início de novembro. Como prioridade, terá de assegurar a sustentabilidade de uma gestão emblemática da gestora, já que não haverá mudanças na nossa abordagem da classe de ativos”, afirma Ganet.

Neste período, segundo explica Alexis, o que fizeram foi manter os princípios básicos de uma estratégia concentrada em apenas 50 valores que foi lançada em meados dos anos 90 e que este ano regista uma rentabilidade de 12%, face às perdas de 8% do seu índice de referência e a prazos mais longos, cinco e dez anos, consegue rentabilidades anualizadas de 13% e 15% respetivamente, segundo os dados da Morningstar. “No contexto das small & mid caps encontramos as sementes que inventam os modelos de negócio de rápido crescimento dos próximos 10 ou 15 anos. Estas ações são o Nasdaq da Europa, mas também se podem encontrar noutros continentes. Desde a CleanTechs à MedTechs, especialistas em Big Data passando pela indústria 4.0, o segmento de Small & Mid caps está cheio de empresas inovadoras capazes de satisfazer as expectativas da sociedade no seu conjunto nas três grandes transições: transição ambiental, transição demográfica e transição digital”, afirma Alexis.  De facto, segundo os dados da Morningstar, os setores com mais presença na sua carteira são o da tecnologia (28%) e saúde (26%).

Estão tão convencidos de que a estratégia de small e mid caps funciona que na gestora afirmam que a vão expandir a outras geografias em breve atendendo assim à procura dos seus clientes.

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