Tags: Gestores | EUA |

"Quem controlará o Senado norte-americano?"


A ESAF é uma das gestoras nacionais que tem um fundo que investe em acções dos Estados Unidos e, nesse sentido, o objectivo foi tentar saber a opinião do gestor, sobre as eleições americanas e possível impacto dos resultados na bolsa. 

"Na ESAF acreditamos que, talvez mais importante do que o próprio resultado das eleições presidenciais, será o desenlace das eleições para o Senado, até porque as expectativas actuais dão como segura a continuidade de Barack Obama. A grande incerteza está neste momento em quem controlará o Senado norte-americano e de que forma evoluirá a disputa entre republicanos e democratas. Será importante saber se a radicalização do discurso no último ano, que levou ao impasse nas grandes discussões do país, foi fruto de um período pré-eleitoral e como tal, um facto passageiro, ou se, pelo contrário, é uma tendência que veio para ficar", refere o gestor.

Os fundos de acções América são dos mais rentáveis a um ano, com uma média de rendibilidade de 26,97%. O fundo gerido pela ESAF tem 15,1 milhões de euros sob gestão e uma rendibilidade a um ano de 13,43%, de acordo com a Morningstar. A carteira do fundo ES Acções América tem uma exposição com maior peso no sector da tecnologia (24,1%), financeiro (14,4%) e saúde (13,1%), segundo dados da ESAF no final de Agosto. 

Neste momento, a gestora refere que a visão para o final do ano continua "positiva apesar de podermos ter alguns percalços pelo caminho. A convicção para o curto prazo é indefinida neste momento pois não há grandes sinais quer positivos quer negativos. O próximo mês deverá marcado pelas acções dos bancos centrais a nível global e pelo aproximar das eleições presidenciais nos EUA cujas sondagens apontam actualmente para um empate entre os dois candidatos".

Neste sentido, Bruno Santos acrescenta que, "qualquer sinal de estabilidade dado pelos resultados das eleições, será bem visto pelo mercado de acções e uma vitória democrata do senado seria potencialmente positiva para o sector farmacêutico e da saúde, em geral, e negativo para sectores como o da defesa".

Empresas

Notícias relacionadas