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Que fundos resistem aos últimos seis meses?


A volatilidade tem sido uma das palavras-chave que mais vezes tem sido utilizada para caracterizar os últimos seis meses – de 1 de outubro a 31 de março. Apesar da enorme volatilidade nesse espaço de tempo, existem alguns fundos que primam pelas rendibilidades assinaláveis que conseguiram nesse período.

Segundo os dados disponibilizados pela Morningstar, através da sua plataforma online, no período em questão o melhor fundo nacional é o BPI Metais Precioso, sob a responsabilidade da BPI Gestão de Activos. Este regista uma rendibilidade, em moeda base, de 20,65%. É um dos fundos cinco estrelas do mercado nacional e trata-se de um produto fechado que tem como objetivo “proporcionar aos seus participantes o acesso a um cabaz diversificado de metais preciosos (Ouro, Prata, Platina e Paládio), através da exposição a fundos de terceiros, ETF, derivados cotados, obrigações estruturadas cujo rendimento se encontre indexado aos metais preciosos”, entre outros ativos.

Brasil em destaque

Os três fundos seguintes investem todos no mercado brasileiro. Efetivamente, os primeiros três meses têm sido de destaque para o país ‘canarinho’, onde a crise tem apresentado algumas oportunidades. Por exemplo, o BOVESPA nos primeiros três meses de 2016 regista uma valorização de 15,5%. Com foco no mercado brasileiro, aparece em segundo lugar o BPI Brasil Valor que é gerido pela BPI Gestão de Activos . Nos seis meses anteriores ao final de março, o fundo regista uma valorização de 16,17% com o maior investimento em carteira a ser realizado, segundo a Morningstar, em ações preferenciais do Banco Bradesco.

Logo depois, com uma evolução de 15,29%, surge mais um fundo da BPI Gestão de Activos . Trata-se do BPI Brasil que tem como maior foco da sua carteira os títulos de dívida soberana do país. Destaque, também, para o facto de ambos os fundos da BPI Gestão de Activos que investem no Brasil estarem cargo de José Mendes.

Surge, ainda, mais um produto que investe no mercado brasileiro. Trata-se do NB Brasil que é gerido por Ricardo Santos da GNB Gestão de Ativos e que apresenta uma rendibilidade nos últimos seis meses de 14,22%. Nos maiores investimentos encontramos dívida pública brasileira, que totaliza mais de metade do total do investimento.

Portugal diz presente

Com ganhos de dois dígitos surgem mais três produtos que têm como foco de investimento o mercado português. Com uma subida de 14,22% surge o Caixagest Acções Portugal que é da responsabilidade da Caixagest, sendo seguido de perto pelo Caixagest PPA, da mesma entidade, com ganhos de 12,44%.

O outro produto com uma rendibilidade superior a 10% é o Banif Acções Portugal que é da responsabilidade de Miguel Moedas da Banif Gestão de Activos. No período em questão regista uma valorização de 10,48%.

Os 20 fundos mais rentáveis nos últimos seis meses

Fundo Gestora Rendibilidade (%) *
BPI Metais Preciosos BPI Gestão de Activos 20,657
BPI Brasil Valor BPI Gestão de Activos 16,175
BPI Brasil BPI Gestão de Activos 15,295
NB Brasil GNB Gestão de Ativos 14,224
Caixagest Acções Portugal Caixagest 12,991
Caixagest PPA Caixagest 12,446
Banif Acções Portugal Banif Gestão de Activos 10,481
Caixagest Ações Líderes Globais Caixagest 9,118
Dunas Banco BIC Brasil Dunas Capital 8,885
Santander Acções Portugal Santander Asset Management 8,741
Santander Acções América Santander Asset Management 8,373
Caixagest Acções EUA Caixagest 8,131
Santander PPA Santander Asset Management 8,055
Montepio Mercados Emergentes Montepio Gestão de Activos 7,915
Caixagest Acções Emergentes Caixagest 6,931
IMGA Acções Portugal IM Gestão Activos 6,885
Caixagest Acções Japão Caixagest 6,333
IMGA Acções América IM Gestão Activos 5,828
BPI Reestruturações BPI Gestão de Activos 5,554
IMGA Global Equities Selection IM Gestão Activos 5,492

Fonte: Morningstar de 1 de outubro de 2015 a 31 de março de 2016. *Dados da rendibilidade em moeda base.

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