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Que aspetos mais preocupam os investidores de ETF em tempos de COVID-19


A TrackInsight, plataforma independente de análise de ETF, publicou o seu primeiro TrackInsight Global ETF survey 2020, com o apoio da IHS Markit e da iShares, da BlackRock. No inquérito, a entidade perguntou, durante a primeira semana de maio a mais de 300 investidores profissionais de 17 países diferentes aspetos sobre o uso que dão aos ETF e as suas perspetivas relativamente a este tipo de veículos de investimento.

Um desses aspetos refere-se aos critérios que mais valorizam estes investidores institucionais no momento de incluir fundos cotados na carteira. E nesse ranking a primeira das variáveis é a liquidez dos produtos. De facto, mais de 80% considera que a liquidez é um critério muito importante ou importante, enquanto a liquidez que afeta os valores subjacentes dos ETF é apenas muito importante ou importante para 61% dos inquiridos. Os custos totais, expense ratio e o tracking error, que influenciam a rentabilidade que pode alcançar um ETF, são os seguintes critérios mais importantes para mais de 70% dos inquiridos.

Surpreende que aspetos como o tracking error e a rentabilidade ocupem lugares não muito altos na lista de prioridades dos investidores (cerca de 50% dos inquiridos) e, conforme explicado pela TrackInsight, “indica uma mudança na compreensão dos investidores sobre benefícios dos ETF, pois costumavam citar o tracking error como o critério principal na maioria dos inquéritos que analisamos na última década.” Da mesma forma, a gestora dos fundos ou o emitente de ETF, que costumava ser o ponto-chave para a maioria dos investidores no passado, não é tão importante. "Isto pode ser explicado pelo amadurecimento do setor e por um nível mais alto de confiança dos investidores nas práticas do setor e nos mecanismos de proteção fornecidos pela regulamentação e apoiados pelo ecossistema", afirmam no inquérito.

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Além das preocupações dos investidores institucionais em relação ao uso dos ETF, o inquérito também avalia onde estão as preferências destes investidores e as suas expectativas de curto prazo. Observa-se, por exemplo, um maior interesse do investidor em relação à inclusão de ETF de rendimento fixo nas suas carteiras em tempos difíceis, pois 62% dos investidores consideraram que ETF de obrigações eram mais fáceis de vender em momentos de stress no mercado do que as obrigações subjacentes. Além disso, há um uso crescente de quatro dos maiores grupos de ETF que sofreram a maior evolução nos últimos anos: ETF socialmente responsáveis ​​(usados ​​por 73% dos inquiridos); ETF ativos (usados ​​por 69% dos inquiridos); ETF temáticos, usados ​​por 81% dos investidores e ETF de fatores, que 70% dos inquiridos incluem nas suas carteiras.

O relatório completo, no qual além de se analisar os resultados do inquérito se explica conceitos chave deste segmento de investimento assim como a sua evolução nos últimos anos, pode ser consultado aqui.

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