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Que áreas reforçaram as gestoras internacionais durante junho


Rever as contratações menos faladas do mês dá-nos uma ajuda a encontrar pistas sobre as áreas em que as gestoras internacionais estão a centrar ou a redesenhar a sua estratégia. Estas foram as de junho.

A Allianz Global Investors fez mudanças na sua estrutura da equipa de Obrigações. Como consequência, Franck Dixmier foi nomeado diretor de Investimentos Globais de Obrigações. Sob a sua liderança existem agora cinco equipas, divididas por áreas de competência: obrigações Core, obrigações corporativas (credit), Ásia e Mercados Emergentes, Seguradoras e LDI (Gestão de Ativos e Passivos), e a equipa de Advanced Fixed Income. “Esta estrutura simplificada, ao mesmo tempo que favorece a continuidade quanto a processos de investimento, está concebida para aproveitar ao máximo o potencial de toda a sua vasta equipa de obrigações. Além disso, a equipa beneficiará e dará um maior impulso às capacidades e experiência em investimentos sustentáveis e ESG da gestora”, explicam no comunicado.

A sustentabilidade continua a ser uma área chave para o crescimento futuro das gestoras internacionais, a deduzir pela onda de movimentos e contratações que vimos na área nos últimos meses. Em junho vimos uma importante dança das cadeiras neste nicho. Jessica Ground, responsável global de Stewardship na Schroders até ao momento, foi contratada pela Capital Group como nova diretora global de ESG após mais de 20 anos ligada à empresa britânica. Ground ficará encarregue de avançar na integração da abordagem ESG da Capital Group no processo de investimento global. Trabalhará com equipas dos grupos de investimento, distribuição, marketing e tecnologia para avançar em matéria de critérios ESG. Assim, representará a Capital Group como participante ativa em organizações que fomentam a aplicação tais critérios no setor empresarial.

Em resposta, a Schroders promoveu Andy Howard como novo responsável de Investimentos Sustentáveis. Além de manter as suas atuais responsabilidades na análise sobre sustentabilidade, a partir de agora Howard supervisionará as atividades de gestão da equipa com o objetivo de impulsionar ainda mais a propriedade ativa em todo o grupo. Reportará a Charles Prideaux, responsável de Investimentos da Schroders e apoiará a plena integração dos investimentos ESG em todos os seus ativos geridos no fim de 2020.

E não foi o único movimento no setor. Recentemente a DWS nomeou Desiree Fixler como responsável de sustentabilidade do Grupo, um papel criado há pouco tempo. Fixler responderá diretamente ao CEO da empresa, Asokaa Woehermaan. Segundo informa a gestora alemã, as suas responsabilidades principais incluem a coordenação de todos os esforços de sustentabilidade da DWS a nível mundial através de toda a cadeia de valor, vinculando a todas as equipas que trabalham em temas de sustentabilidade em toda a empresa.

Em matéria de negócio, a Eurizon fixou-se na Ásia. A gestora italiana reforçou a sua filial em Hong Kong. A Eurizon Capitaal (HK) será dirigida pelo novo CEO, o canadiano Sean Debow, cuja experiência nos mercados asiáticos engloba 25 anos. Debow também reforçou a equipa com um grupo de profissionais da divisão de Asset Management.

Outras, como a Capital Group, continuam a crescer na Europa. A americana nomeou Amy Haalford vice-presidente e diretora sénior da equipa global de serviço ao cliente na Europa. Com escritórios em Londres, ficará encarregue de gerir as relações com os clientes dos intermediários financeiros e os clientes institucionais europeus. Procedente da BlackRock, dirigirá as equipas europeias de relações com clientes, RFP e serviços globais de gestão de documentos da Capital Group. Além disso, trabalhará em estreita colaboração com a distribuição na Europa e Ásia para intensificar e melhorar as relações com os clientes.

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