Quatro gráficos que convidam a investir em crédito americano


A forte correção sofrida pelos mercados financeiros afetou fortemente o crédito americano, uma classe de ativos para a qual, após o castigo, muitos investidores estão a voltar a olhar. São as obrigações corporativas americanas com investment grade uma oportunidade de investimento interessante? Anil Katarya e Travis King, gestores há sete anos, do NN US Credit, fundo da NN Investment Partners com Selo FundsPeople 2020, mostram-se convencidos de que a dívida investment grade dos Estados Unidos apresenta atualmente uma muito boa oportunidade de investimento. Os responsáveis desta estratégia baseiam esta convicção em quatro argumentos que explicam recorrendo a gráficos.

  • O primeiro dado que mencionam está relacionado com o nível dos spreads. “Atendendo ao histograma, desde 2007, na maior parte do tempo movemo-nos num intervalo de spreads entre 101 e 150; 90% do tempo dentro de uma faixa com níveis máximos de 250 pontos base. Atualmente situamo-nos fora desses 90% e acima dos 250 pontos base”, sublinham.

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  • A segunda razão é que as yields e as valorizações registaram um forte ajuste em março, mas em abril o perfil de rentabilidade e risco para o tipo de ativo continua a parecer atrativo.

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  • A terceira responde ao custo de cobertura. Há um ano, o custo de cobrir para euros posições em dólares era de 3%, o que tornava o investimento em obrigações americanas menos atrativo para um investidor europeu. No entanto, nos últimos 12 meses, isso tem vindo a mudar e o custo atualmente é de cerca de 0,8%. "Os custos de cobertura continuaram a cair em favor dos compradores europeus e japoneses, impulsionando o investimento estrangeiro graças a spreads de yields mais atrativos. Esperamos uma forte procura de investidores nacionais e estrangeiros por este tipo de ativo”, revelam.

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  • O último argumento usado pelos gestores da empresa holandesa está relacionado com os fluxos. Após esta classe de ativos registar reembolsos record durante o mês de março, os fluxos recuperaram fortemente em abril, registando fortes entradas líquidas após o anúncio do programa de compras da Fed, o que pressionou novamente a procura por crédito. "A tendência de aceleração em novas emissões que começamos a ver no final de março tornou-se mais acentuada, estabelecendo novos máximos no mês passado", concluem.

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