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Quase metade das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios está investida em dívida pública


Apesar de negativo para a grande maioria das classes de ativos, o segmento de gestão de patrimónios nacional acabou o ano de 2018 com uma evolução positiva no volume de ativos sob gestão, tendo este ascendido a cerca de 58.412 milhões de euros. A composição das carteiras, por sua vez, manteve-se relativamente inalterada, com as rubricas dívida pública e outras obrigações a continuarem a representar, em conjunto, mais de metade do total da carteira.

De facto, segundo os dados adiantados pela Associação de Fundos de Investimento, Pensões e Património, durante o ano de 2018 verificou-se um aumento de 1,29% do montante aplicado em dívida pública, que se fixou acima dos 26.760 milhões de euros. Quanto ao montante aplicado em obrigações verifica-se, por outro lado, um decréscimo de 0,29%.

Nota, ainda, para o decréscimo de 2,17% registado pelas aplicações em fundos de investimento – a terceira rubrica com maior peso nas carteiras das sociedades gestoras de património. Esta tendência deveu-se, em grande parte, ao recuo das aplicações na maioria das categorias de fundos nacionais, já que, ao nível das aplicações em fundos estrangeiros, a única categoria a registar uma evolução negativa foi a categoria de fundos de obrigações.

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Fonte: APFIPP, dezembro de 2018

Seguradoras continuam a ser o maior cliente da gestão de patrimónios

No que respeita aos clientes que maior peso representam na gestão de patrimónios, as seguradoras, com um volume superior a 37.704  milhões de euros, mantiveram o primeiro posto, representando mais de metade do montante gerido por parte das sociedades gestoras de património. Seguem-se os fundos de pensões, com um volume superior a 11.844 milhões de euros e uma preponderância de 20,3%.

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Fonte: APFIPP, dezembro de 2018

Santander Asset Management foi a entidade que mais cresceu

No contexto das entidades gestoras de patrimónios parecem ter existido poucas alterações significativas. Ainda assim, nota para a evolução positiva registada por apenas duas delas, com o crescimento da Santander Asset Management a “tomar as rédeas” neste campo.

De facto, enquanto que no final de dezembro de 2017 detinha um volume de ativos sob gestão superior a 4.325 milhões de euros, atualmente este valor subiu para cerca de 5.309,68 milhões de euros. Esta evolução faz com que a Santander Asset Management termine o ano de 2018 enquanto entidade que mais cresceu, não só em termos percentuais, mas também em termos absolutos – um aumento superior a 900 milhões de euros, correspondente a uma taxa de crescimento acima dos 22%.

A segunda e última entidade a alcançar uma evolução positiva em 2018 foi a Caixagest, tendo o seu volume de ativos sob gestão crescido 3,27%, o que corresponde a um aumento superior a 712 milhões de euros. Destaque, ainda, para o surgimento da Bankinter Gestão de Ativos no segmento de gestão de patrimónios, entidade que atualmente gere um volume de cerca de 500,79 milhões de euros. 

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Fonte: APFIPP, dezembro de 2018

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