Quase 90% do valor em certificados do Tesouro foi captado durante o primeiro ano


No final do mês passado estavam aplicados nos certificados do Tesouro, instrumentos de dívida governamental criados para captar poupança das famílias,  um total de 1.398 milhões de euros, de acordo com o boletim mensal de Agosto, do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP). Um valor já muito distante dos 158 milhões que foram investidos neste produto no primeiro mês de subscrição, em Julho de 2010, e que resulta de uma evolução distinta durante os dois anos de existência.

Quando completaram um ano de existência, em Julho de 2011, os certificados tinham subscrições líquidas de 1.242 milhões, o que significa que, desde então e até final de Julho deste ano, foram captados 156 milhões de euros.  Uma evolução explicada sobretudo pelo decréscimo significativo do montante das emissões. Numa análise aos boletins mensais do IGCP verifica-se que Maio de 2011 foi o último mês em que houve subscrições superiores a 100 milhões de euros, fechando uma sequência de seis meses consecutivos com subscrições acima desse valor. Dezembro de 2011 foi o mês com montante mais elevado de emissões (233 milhões), seguindo-se Março de 2011 (189 milhões) e 158 milhões (Julho 2010); Março do ano passado foi também o mês em que o saldo passou pela primeira vez os mil milhões de euros.

Quanto às amortizações, as primeiras aconteceram em Janeiro de 2011, no montante de 10 milhões de euros, e até ao mês passado nunca foram superiores ao valor das emissões. Por uma vez, em Outubro do ano passado, houve uma igualdade de valores, com emissões e amortizações de 31 milhões de euros. Os resgates mais elevados aconteceram em Julho de 2011 (51 milhões), Abril de 2011 (48 milhões) e Agosto de 2011 (45 milhões).

Este ano tem-se assistido a uma redução tanto dos montantes em emissões como em amortizações; Janeiro é, até agora, o mês com os montantes mais elevados em subscrições e em resgates, 40 milhões e 23 milhões, respectivamente.

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