Quanto maiores, mais alta é a rendibilidade


A Funds People analisou 39 fundos portugueses de obrigações, com base nos dados da Morningstar, que têm em comum terem pelo menos três anos de existência, e agrupou-os em três grupos consoante o seu património. O primeiro com catorze fundos refere-se aos produtos com património superior a 25 milhões de euros. O segundo apresenta treze fundos que têm activos sob gestão entre os 10 e os 25 milhões de euros e o terceiro compreende doze fundos que apresentam um montante gerido inferior a 10 milhões de euros

Comparando a rendibilidade anual destes fundos, divididos nos três grupos, observa-se que os extremos apresentam rendibilidades mais altas. Assim, os fundos maiores em património são sempre os mais rentáveis a dois, três, cinco e dez anos. Analisando a dois anos, verifica-se que o segundo grupo com ‘performance’ mais elevada é o dos fundos pequenos, embora a três, cinco e dez anos, os fundos intermédios se afirmem como os segundos mais rentáveis o que justifica a máxima de quanto maior é o fundo, melhor rendibilidade alcançada.

O património médio dos fundos do primeiro grupo ascende aproximadamente aos 169 milhões de euros e obteve um retorno médio a dois anos de 4,64%, a três anos de 3,87%, a cinco anos de 1,93% e dez anos de 1,70%. O fundo que se destaca de forma considerável, na amostra, com maior rendimento em todos os períodos analisados é o E.S. Obrigações Europa com 20,106% (rendibilidade anualizada a dois anos), 11,797% (rendibilidade anualizaa a três anos) e 11,621% (rendibilidade anualizada a cinco anos) e 6,287% (rendibilidade anualizada a dez anos). 

Relativamente a património gerido é de destacar que existem, nesta amostra, apenas oito fundos portugueses de obrigações que têm uma dimensão superior a 100 milhões de euros. O fundo que apresenta maior património da amostra é o Santander Multiobrigações com 370,9 milhoes de euros, seguido do E.S. Rendimento com 343,5 milhões de eurosA tipologia de fundos de maior dimensão, os que têm um património superior a 25 milhões de euros, diz respeito a produtos que investem em obrigações de curto prazo. Contudo, esta característica em termos de tipos de activos investidos repete-se nos outros dois grupos, em parte justificada pela conjuntura dos últimos anos em que as obrigações de longo prazo têm vindo a perder rendibilidade e a tendência de alocação é em obrigações de ‘duration’ mais baixa. 

 

Contemplados nesta análise foram os seguintes fundos da categoria Morningstar ‘fixed income’ e com pelo menos três anos de existência: Santander Multiobrigações, ES Rendimento, Caixagest Activos Curto Prazo, Santander Multitesouraria, Caixagest Obrig Mais Mensal, BPI Liquidez, BPI Reforma Segura PPR, Barclays Premier Tesouraria, Millennium Rendimento Mensal, ES Obrigações Europa Euro, ES Capitalização Euro, Banif Euro Tesouraria, Millennium Premium, BPI Alto Rendimento Alto Risco, ES Renda Mensal Euro, Caixagest Obrig Mai, BBVA Euro Cash, Banif Euro Corporates, Caixagest Obrig Euro LP, CA Raíz R, BPI Obrigações Mundiais, Montepio Obrigações, BBVA Obrigações, Santander Multicrédito, Patris Conservador, Popular Euro Obrigações, Barclays PPR Life Path Income, Millennium Dívida Pública Eur, Patris Taxa Fixa Euro, Montepio Taxa Fixa, Popular Tesouraria, Patris Tesouraria, Millennium Obrigações Emp Eur, Montepio Mercados Emergentes, Caixagest Postal Capitalização, Caixagest Postal Tesouraria.

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