Quando os fatores ESG e a rentabilidade andam de mão dada: identificar nichos de crescimento estrutural


(TRIBUNA de Laura Donzella, responsável de Clientes institucionais e intermediários para a Península Ibérica, América Latina e Ásia da Nordea Asset Management. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

À medida que o mundo vive mudanças estruturais na composição de riqueza e competitividade relativa, os mercados aguardam que novos protagonistas mundiais venham de economias emergentes. Os fluxos de caixa desta “nova geração” de empresas líderes do universo emergente serão impulsionados por mudanças decorrentes de tecnologia, demografia, globalização e sustentabilidade. As mudanças estruturais mundiais vão criar o que gostamos de chamar “nichos de crescimento estrutural”, que atuarão como catalisadores do crescimento potencial dos lucros das empresas no longo prazo. A nossa equipa de investimentos acredita que estas tendências vão gerar oportunidades para as empresas capazes de detectá-las, gerenciá-las e que possam aproveitar-se delas. A oportunidade de que os investidores gerem valor existe porque os mercados muitas vezes avaliam estas tendências de forma ineficaz ou não as veem. Aplicando este conhecimento ao nosso processo de investimentos, podemos identificar as empresas melhor posicionadas a se beneficiar destas mudanças estruturais e assim captar alfa positivo.

As empresas que selecionamos devem estar muito bem posicionadas entre as suas homólogas setoriais e contar com uma vantagem competitiva sustentável para que se possa aproveitar o máximo das oportunidades identificadas. As empresas identificadas como potenciais posições submetem-se a uma rigorosa análise ESG destinada a encontrar modelos de negócio capazes de oferecer valor sustentável para o acionista. Somente empresas que superaram este filtro passam a fazer parte do conjunto de ativos elegíveis a geração de ideias proposta por nossa estratégia de investimentos, e que a nossa equipe as utiliza no exaustivo processo de seleção de valores através da abordagem bottom up.

De fato, a estratégia Emerging Stars Equity da Nordea é um exemplo perfeito deste processo. Esta só investe em posições que gerem adequadamente os seus riscos ESG. Nos mercados emergentes, as normas e a transparência no âmbito do ESG não costumam ser tão rigorosas como no universo desenvolvido. Portanto, realizar uma análise ESG ao nível da empresa tem uma especial importância, dado que dá pistas sobre riscos não financeiros, que nem sempre estão refletidas na análise financeira fundamentalista tradicional. Isto permite-nos entender melhor o contexto externo no qual opera a empresa, assim como a forma como gere as expectativas das suas partes interessadas, tanto internas como externas (por exemplo, empregados, clientes, investidores e reguladores).

A transparência nos mercados emergentes é menor do que nos desenvolvidos, mas isto não significa necessariamente que as empresas dos primeiros não gerenciem adequadamente os seus riscos ESG. Sem realizar uma análise neste âmbito, é impossível diferenciar as maçãs boas das más. Além disso, incentivar as empresas para que sejam mais transparentes na sua gestão ESG também as tornará mais interessantes aos olhos dos investidores. Entender o contexto local é importante no momento de investir nos mercados emergentes, e conhecer os movimentos dos reguladores aumenta a nossa capacidade em determinar se a nossa posição investida poderá suportar normas ESG cada vez mais complexas.

A nossa abordagem de qualidade e ESG têm-se demonstrado corretas neste ano de 2020. No contexto de pandemia do coronavírus, a estratégia Emerging Stars Equity da Nordea demonstrou capacidade de resiliência a queda do mercado e superou o índice de referência (MSCI Emerging Markets Net Return Index)1. Em linha com a nossa abordagem bottom up, esta rentabilidade superior foi atribuída principalmente à seleção de títulos. Além disso, a nossa abordagem ESG contribuiu no desempenho relativo, já que a estratégia se beneficiou de uma subexposição em energia, setor que sofreu muito durante o mesmo período. A nossa mudança gradual em direção à qualidade, com especial foco nas empresas de balanços sólidos, contribuiu consideravelmente para reduzir o risco de quedas acentuadas.

A estratégia Emerging Stars Equity da Nordea faz parte da nossa gama STARS, um grupo de soluções de ações e obrigações que está na vanguarda do investimento responsável e que investe em empresas que cumprem com os nossos rigorosos padrões ESG. Com uma trajetória de nove anos, a estratégia é uma das soluções mais interessantes e com um maior histórico no universo do investimento em ações ESG de mercados emergentes.

Em 2011, quando a estratégia foi lançada, a Nordea foi pioneira na integração de análise ESG interna no processo de investimento e no processo de influenciar as empresas a observar os riscos ESG substanciais. A nossa equipe especializada de analistas neste âmbito continua com o mesmo foco e realiza análises ESG completas e detalhadas nas quais identifica e avalia as empresas que contribuem para um futuro melhor. Os resultados destas análises integram-se ao nosso processo de avaliações de preços. A equipa desenvolveu sólidos conhecimentos e grande experiência sobre os desafios únicos no terreno ESG aliados aos que enfrentam nos mercados emergentes de hoje em dia, o que brinda a estratégia Emerging Stars Equity de Nordea de uma notável vantagem competitiva neste segmento.

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1O rendimento apresentado é histórico. Os rendimentos obtidos no passado não constituem uma referência fiável dos rendimentos futuros e os investidores podem não recuperar a quantidade total investida. O valor do seu investimento pode aumentar ou diminuir, e poderá perder a totalidade ou uma parte do capital investido. Não se oferece nenhuma garantia de que serão alcançados os objetivos de investimento, rentabilidade e resultados de uma estrutura de investimento. A comparação com outros produtos financeiros ou índices de referência é realizada apenas para fins informativos.

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