Quando a flexibilidade é sinónimo de resiliência


(TRIBUNA de Laura Donzella, responsável de Clientes institucionais e intermediários para a Península Ibérica, América Latina e Ásia da Nordea Asset Management. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

Após vários anos de rentabilidades muito atrativas no segmento das obrigações, atualmente os investidores enfrentam novos desafios. Num contexto de mercado no qual a volatilidade voltou a marcar presença, os rendimentos são extremamente baixos, as incertezas relativamente a uma recessão mundial têm aumentado e as políticas monetárias dos bancos centrais são os principais motores dos mercados, é necessário redirecionar o investimento para enfrentar esta conjuntura. Posto de outra forma, novas situações requerem novas estratégias e este contexto exige soluções flexíveis, equilibradas e sem limitações, capazes não só de gerir as quedas nos mercados voláteis, mas também de gerar rentabilidades atrativas.

É aqui que uma sociedade de gestão ativa como a Nordea pode fazer a diferença. Para dar resposta a esta necessidade, a Nordea conta com uma solução adequada e que se ajusta bastante bem às necessidades dos investidores. A nossa estratégia Nordea Flexible Fixed Income, lançada em 2013, baseia-se numa estratégia de “estabilidade”, que é o cartão de visita da prestigiada equipa Multi Assets da Nordea.

Hoje em dia, a maioria dos produtos de obrigações à disposição dos investidores no mercado gere ativamente a duração e a exposição a dívida empresarial, mas é frequente as carteiras serem reorganizadas em função das análises top-down. É aqui que muitos gestores de carteiras antecipam e interpretam os anúncios feitos pelos bancos centrais ou os dados macroeconómicos. Contudo, a tentação de direcionar muito uma carteira para um mercado ou cenário macroeconómico esperado e, assim, sobreponderar em grande medida uma subclasse particular de ativos de obrigações mostrou ser um exercício delicado e complexo a longo prazo e que, muitas vezes, leva a rentabilidades desiguais e a um aumento do risco. Neste ponto, a equipa Multi Assets da Nordea adota uma estratégia diferente e que assenta em dois conceitos diferenciados: a valorização e a diversificação. Estas características constituem a base da filosofia única da equipa de “equilibrar o risco”, que se traduz em rentabilidades uniformes com o passar do tempo1.

Do ponto de vista da alocação estratégica de ativos, a equipa Multi Assets combina ativos de obrigações para preservar o capital, para além de produzir rentabilidades estáveis a longo prazo1. Em vez de fazer alocações em ativos específicos como resposta a uma visão macroeconómica de curto prazo, os gestores de carteiras seguem a sua filosofia centrada em “equilibrar o risco” e combinam ativos agressivos com instrumentos mais defensivos. Desta forma, a equipa Multi Assets tira partido das oportunidades nas moedas com caráter defensivo e aplica estratégias alternativas orientadas para a mitigação de risco com vista a fortalecer esta proposta de valor.

Além disso, a equipa utiliza um componente de alocação tática para reduzir a duração e o risco de crédito a curto prazo. Assim, a volatilidade ex ante poderia ser aumentada ou reduzida para maximizar as rentabilidades, mantendo, ao mesmo tempo, o equilíbrio da carteira. A chave consiste em encontrar o equilíbrio certo entre os ativos capazes de proteger a carteira em caso de quedas e os investimentos que podem impulsionar a carteira e as suas rentabilidades em períodos de subida.

A longo prazo, testemunhámos em várias ocasiões a resiliência da nossa estratégia Nordea Flexible Fixed Income. Sem voltarmos demasiado atrás no tempo, um bom exemplo teve lugar no final de fevereiro e março de 2020, quando a volatilidade disparou e os ativos de risco sofreram grandes quedas. Nesse momento, a proposta equilibrada a longo prazo da nossa estratégia conseguiu evitar quedas significativas, especialmente em comparação às estratégias que estavam excessivamente expostas a dívida dos mercados emergentes ou a obrigações empresariais de alto rendimento. De facto, apesar da sua duração relativamente curta, a carteira conseguiu limitar o seu retrocesso durante essa conjuntura difícil graças ao seu foco no equilíbrio do risco, à flexibilidade permitida pela sua componente de alocação tática e às suas próprias estratégias defensivas.

Outro bom exemplo da flexibilidade desta estratégia é o que ocorreu no ano passado, quando a equipa foi capaz de maximizar as rentabilidades através do aumento da volatilidade ex ante2, ao mesmo tempo que manteve o equilíbrio global da carteira. Isto foi possível graças ao aumento bem-sucedido da volatilidade estratégica ex ante da carteira por parte da equipa de gestão no seguimento da ampliação acentuada dos spreads de crédito no último trimestre de 2018.

Por último, mas não menos importante, a liquidez não foi um problema para nós num ambiente desafiador de rendimentos baixos como o que vivemos nos últimos anos, que levou muitos investidores a aumentar o risco de liquidez, isto é, o risco de um investidor não ser capaz de vender um ativo rapidamente no mercado.

Apesar de o risco de liquidez certamente ter sido notícia nos últimos meses e, sobretudo, no início de março quando os mercados sofreram um grande aumento da volatilidade, este sempre teve uma importância primordial para a equipa Multi Assets da Nordea. Prova disso é o facto de a equipa procurar uma alocação a obrigações físicas de elevada liquidez, como a dívida pública de elevada qualidade dos mercados desenvolvidos ou as cédulas hipotecárias. Além disso, optamos por derivados de uso comum, como futuros das obrigações do Tesouro norte-americano ou do governo alemão, assim como seguros contra o risco de incumprimento (CDS) de dívida de grau de investimento, de alto rendimento e de mercados emergentes. A carteira resultante apresenta um nível de liquidez elevado, o que nos permite enfrentar qualquer cenário de mercado de forma confortável3.

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  1. Não há garantia de que serão conseguidos os objetivos de investimento, a rentabilidade e os resultados de uma estrutura de investimento. O valor do seu investimento pode aumentar ou diminuir e pode perder parte ou a totalidade do capital investido.
  2. As rentabilidades apresentadas representam dados históricos. Os rendimentos passados não são uma garantia de rendimentos futuros e os investidores podem não recuperar todo o capital investido. O valor das ações não é assegurado e pode variar substancialmente como resultado da política de investimento do subfundo.
  3. Não há garantia de que serão conseguidos os objetivos de investimento, a rentabilidade e os resultados de uma estrutura de investimento. O valor do seu investimento pode aumentar ou diminuir e pode perder parte ou a totalidade do capital investido.

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