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Quais os benefícios e oportunidades na incorporação de fatores ESG nos produtos e serviços oferecidos nos mercados financeiros?


A resposta à questão colocada pela CMVM no Documento de Reflexão e Consulta sobre Finanças Sustentáveis obteve unanimidade da parte das entidades inquiridas, que apontam como benefícios gerais a promoção de um futuro sustentável, “em especial nas componentes ambiental e de bem-estar das populações”.

Conforme se pode ler no documento com as perguntas e respostas da Consulta divulgado pela CMVM, os respondentes destacam as seguintes mais-valias provenientes da incorporação de fatores ESG nos produtos e serviços oferecidos nos mercados financeiros:

  • Melhoramento na confiança dos consumidores em relação às empresas;
  • Alinhamento com as expectativas e exigências das novas gerações (Millennials e Geração Z), mais sensíveis ao desafio global da sustentabilidade;
  • Oportunidade de diferenciação através da criação de novos produtos que cumpram com as expectativas dos atuais e futuros clientes, aumento assim a sua satisfação;
  • Possibilidade de tornar a gestão dos impactos no meio ambiente numa vantagem competitiva.

Já no que diz respeito à gestão de ativos, alguns respondentes indicaram que “se tem vindo a assistir a um aumento de investidores que incluem fatores ESG nas suas decisões de investimento”, dos quais se destaca o investidor português como sendo “particularmente sensível aos investimentos em sustentabilidade”. É salientada também a importância de alguns estudos académicos na demonstração da “performance atrativa dos ativos ESG, quando comparada com a dos mercados acionistas mais latos”.

Assim, da perspetiva dos gestores de fundos e investidores profissionais, as suas decisões “devem refletir as orientações dos seus clientes”, ambicionando conciliar a dimensão financeira com a não-financeira (com base nos fatores ESG). Associado a esta prática está o impacto assinalado a nível da informação produzida no âmbito da comercialização de produtos financeiros, que “ao passar a contar com o fator da sustentabilidade das empresas emitentes desses produtos (...) fará com que a análise do binómio risco/retorno para o investidor seja mais abrangente, compreensiva e alinhada com as necessidades dos stakeholders e da sociedade em geral”.

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