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Quais as formas eficazes de otimizar os resultados?


Foi mais uma oportunidade que o Bankinter proporcionou aos seus clientes no âmbito da literacia financeira, desta vez em parceria com a Franklin Templeton Investments. Num seminário de investimento intitulado de “Descubra uma forma eficaz de otimizar os seus resultados”, reuniram-se clientes do segmento affluent da entidade, no Hotel Myriad, em Lisboa.

Proporcionando visões de mercado aos clientes, os responsáveis da Bankinter Gestão de Activos, começaram a sua exposição falando de um tema quente do mercado: o mundo pós-Brexit. Quatro meses depois da decisão dos britânicos no referendo há alguns dados a apontar. “O único indicador de mercado (dos vários apresentados pelo responsável, como o ouro, as ações ou as obrigações) que apresenta uma desvalorização é a libra, no caso de -18%”. Pelo contrário, o FTSE 100, por exemplo, está a valorizar quase 11%, pois “as suas exportações ficaram mais baratas por via da desvalorização da moeda”.

Referidos os efeitos na economia nominal, houve tempo também para falar dos impactos na economia real. “A confiança dos empresários começou a ser afectada e isso notou-se, nomeadamente através dos PMIs, mais concretamente no da construção”, referiram. “A banca começou a ficar bastante pressionada, e o sector da construção – muito dependente do financiamento –sofreu imediatamente uma quebra na sua confiança”, resumiram.

As várias alavancas em off e uma em on

Já no âmbito do Enquadramento Macroeconómico Global foram várias as nuances apontadas. “A política fiscal continua a ser uma “alavanca” que está desligada, fruto da crise económico-financeira de 2008, seguida da crise da dívida pública na Europa”, relataram, acrescentando o modo off em que continuam também as reformas estruturais. “Se não se consegue aumentar a dívida por via da inexistência de espaço para isso, também não há capacidade para implementar reformas estruturais”, explicaram. Em terceiro lugar, espaço para a alavanca da regulação do sector financeiro, também ela desligada. “O sector financeiro está cada vez mais restritivo por via do “enquadramento regulatório”, disseram. Por fim, a única alavanca ligada: a da política monetária, que se materializa num “expansionismo sem precedentes por parte dos bancos centrais”.

Estratégias multiativos

Ramón Pereira, diretor geral da Franklin Templeton Investments para a Península Ibérica, começou por dar conta da análise fundamental que seguem na gestora internacional. “Não tentamos copiar um determinado sector ou mercado, mas sim analisar cada oportunidade de investimento”, começou por indicar. A apresentação evoluiu para as três principais preocupações que identificam atualmente no mercado. Em primeiro lugar, no que toca ao petróleo, Ramón Pereira acredita que este é um factor de risco como qualquer outro, que pode ser gerido de distintas formas. A inflação é a segunda preocupação enumerada. “Os EUA baixaram a taxa oficial quase nula de inflação, o que nos leva a crer que a subida de taxas de juro está mais perto do que nunca”. Por fim, o tema China. Ramón Pereira assinalou que é importante perceber que “apesar da China crescer a um ritmo mais lento, continuará a crescer”.

Perante o cenário atrás descrito, o profissional deu conta da importância da diversificação, e dos instrumentos que têm como base essa caraterística. Nesse âmbito destacou os fundos Franklin Diversified (Franklin Diversified Conservative Fund, Franklin Diversified Balanced Fund e o Franklin Diversified Dynamic Fund) estratégias multiativos que “oferecem uma real diversificação”, e que “exploram múltiplas fontes de retorno”. Lembrou que são “estratégias orientadas para o resultado, e que oferecem objetivos de risco e retorno pré-definidos”.

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