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Projeções económicas do BdP assentam em pressupostos de maiores taxas de juros de curto prazo


As projeções macroeconómicas do Banco de Portugal para o período de 2018 a 2020 evidenciam algum otimismo relativamente à expansão económica embora sejam previstas taxas de crescimento decrescentes no período. O projetado pela entidade é um crescimento de 2,3% em 2018, 1,9% em 2019 e 1,7% em 2020.

São projeções que evidenciam que “a economia portuguesa deverá crescer a um ritmo superior ao potencial no período 2018-2020, tirando partido de um enquadramento internacional favorável”. No entanto, a entidade supervisora aponta a persistência de fragilidades estruturais “que não devem ser ignoradas, traduzindo os vários desafios – demográficos, tecnológicos e institucionais – que condicionam o potencial de crescimento da economia portuguesa. A prevalência de taxas de crescimento da atividade mais elevadas, em Portugal e na área do euro, estará, por conseguinte, dependente de um maior crescimento da produtividade”.

Componentes do PIB e desemprego

Segundo o comunicado, o crescimento estimado deverá ser sustentado pelo forte dinamismo das exportações de bens e serviços e do investimento (formação bruta de capital fixo) bem como pelo “aumento do consumo privado, num enquadramento económico e financeiro favorável. A redução do ritmo de crescimento do produto interno bruto ao longo do horizonte de projeção deverá refletir a desaceleração da procura externa e restrições do lado da oferta, associadas a constrangimentos estruturais que impedem um maior crescimento potencial”, pode ler-se no comunicado.

Já no que se refere ao mercado de trabalho, o Banco de Portugal vê o emprego a crescer até 2020 o que “conjugado com aumentos ligeiros da população ativa, resulta na redução da taxa de desemprego, que deverá ser de 5,6% em 2020”.

Pressupostos

Face aos pressupostos das projeções publicadas no Boletim Económico de dezembro de 2017, verificaram-se algumas variações. Destaca-se do quadro abaixo o preço do petróleo, cujos pressupostos para os próximos exercícios subiram face aos anteriores em virtude do recente comportamento do preço do barril. Em euros, esta variação é atenuada, considerando que o Banco de Portugal assume no mesmo período uma desvalorização do dólar face ao euro. Verificam-se também pressupostos mais positivos relativos às taxas de curto prazo, especialmente em 2020, enquanto que a taxa de juro implícita da dívida pública se mantém nos 3%.

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