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Programa pode ser benéfico para Portugal


Portugal eleito no âmbito do programa é certo, conforme refere Rui Broega, quanto diz que "os restantes detalhes divulgados sobre o plano 'OMT' ('Outright Monetary Transactions') vieram em linha com as expectativas dos investidores. Numa primeira análise eu diria que a implementação do 'OMT' será benéfica para Portugal na medida em que as medidas de ajustamento implementadas já pelo governo português caem no âmbito de elegibilidade para este programa".

Paulo Guerreiro levanta algumas questões acerca das condições do programa, uma vez que " só poderão beneficiar da compra de títulos de dívida em mercado secundário os países que estejam ao abrigo dum programa de estabilização económica, como é o caso de Portugal, Grécia e Irlanda, neste momento, e todos aqueles que no futuro o desejem fazer".

A novidade segundo o director executivo do Besi é a extensão do programa àqueles "que necessitem duma assistência preliminar – isto é completamente novo, parece ser feito à medida para Espanha e Itália; existirão com certeza condições para beneficiar desta segunda via, mas certamente que serão menos onerosas." E, ainda, que "os países que já estejam intervencionados, como Portugal, necessitem primeiro de 'regressar aos mercados', ficando por esclarecer o que é que isto quer dizer: emitir a 2 anos? 3 anos? 5 anos? Esta última questão é uma pequena decepção para Portugal, apesar do resto do programa fazer com que o tal regresso aos mercados seja mais fácil. O crucial será saber qual o critério: emitir a dois anos é fácil, a 3 anos não tanto e a 5 anos problemático".

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