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Procura por ETF de menor risco aumenta em janeiro


O mês de janeiro foi dominado por três eventos: “o acontecimento geopolítico, que se traduziu na morte do general iraniano no Iraque, a incerteza decorrente do processo do pós-Brexit e o início da epidemia do coronavírus que parecia assumir proporções de pandemia”, começa por comentar João Queiroz, head of Online Banking da plataforma GoBulling do Banco Carregosa. Para o profissional, estes eventos trouxeram volatilidade aos mercados acionistas e às mercadorias, como a implosão do gás natural, do cobre e do níquel, mas também causaram uma subida da procura por ativos de menor risco, como os metais preciosos e as dívidas soberanas.

“As obrigações continuaram a não remunerar e a liquidez manteve-se abundante com a FED alimentar o mercado interbancário com REPOs. As ações e os ETFs e sectores e de trackers de índices continuaram a registar procura para as estratégias passivas”, explica o profissional do Banco Carregosa.

Nas palavras do especialista foi registada uma elevada procura no sector das utilities elétricas, especialmente “em momentos de elevada volatilidade, com os argumentos da conversão para a tecnologia de menor pegada de carbono e o aumento do consumo de eletricidade pela conversão dos motores a combustão para híbridos e elétricos”.

Segundo João Queiroz, o sector da tecnologia, que tem suportado as maiores das valorizações e desempenhos dos principais índices, “manteve uma perspetiva positiva, por exemplo, com os processadores de maior desempenho (mais velocidade e capacidade de armazenagem na cloud) a integrarem temas como a robotização e a inteligência artificial”. 

Em janeiro, os investidores do Banco Best também mostraram alguma preferência por ativos refúgio, nomeadamente o ouro, já que o top conta com a presença do Xtrackers Physical Gold, que procura seguir o preço do metal dourado. Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto do Banco Best, explica que este ETF registou “procura por parte de investidores que pretendem proteger os seus investimentos neste ativo que é considerado uma reserva de valor”. Ainda no sector das commodities, os clientes da entidade também procuraram investir no United States Natural Gas, um fundo que procura seguir o preço do gás natural nos EUA.

Os ETF de obrigações  são representados pelo “iShares $ Treasury Bond 7-10yr, que investe no índice de obrigações do governo americano com maturidades entre os sete e os 10 anos, e pelo iShares J.P. Morgan $ EM Bond, que investe no índice de obrigações emergentes efetuando a cobertura cambial entre o euro e o dólar americano”, conta Rui Castro Pacheco.

O top de ETF mais subscritos do Banco Best é composto maioritariamente por índices de ações, sobretudo índices regionais. “Começando ETF pelos globais, podemos encontrar o iShares Core MSCI World e o iShares STOXX Global Select Dividend, este último com uma abordagem para as empresas com melhores dividendos distribuídos. Encontramos ainda o tema das economias emergentes com o iShares MSCI EM, bem como os mais específicos iShares China Large Cap e iShares MSCI Brazil”, explica o profissional. O top fica fechado com um representante do mercado americano, o Vanguard S&P 500.

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