‘Private equity’ mostram maior preferência em investimentos em África que no Brasil


Os fundos de ‘private equity’, assim como os de pensões, têm alterado as suas preferência em termos de destinos de investimento, nomeadamente evidenciando maior interesse em África e menor pelo Brasil.

Esta é uma das conclusões de um ‘ranking’ elaborado pela associação norte-americana Empea (constituída por 320 fundos e gestoras que aplicam capital em emergentes e gerem um bilião de dólares em recursos), citada pelo jornal Estadão. Como é referido neste, em 2011, o Brasil ficou em primeiro lugar no ‘ranking’ divulgado anualmente pela Empea sobre os países mais atractivos para se investir, tendo descido para o segundo lugar em 2012 e passando este ano a ocupar a sexta posição. Em sentido contrário, os países da África Subsaariana, que em 2012 ficaram no quinto lugar, surgem este ano na liderança da referida lista.

Nadiya Satyamurthy, directora sénior da Empea, diz, citada pelo Estadão, que apesar de o Brasil no topo do ‘ranking’ elaborado por aquela associação, “ainda é um destino muito importante para os fundos de ‘private equity’ e outros investidores institucionais como seguradoras, fundos de pensões e empresas de gestão de fortunas”. Ao Broadcast (serviço em tempo real da Agência Estado), a directora sénior explicou que “o interesse maior por África agora é visto mais como uma forma de diversificar os investimentos”.

O Estadão escreve ainda que o Brasil não  foi o único emergente a perder posições e que este foi o primeiro ano, desde que a Emea começou a elaborar este ‘ranking’, há nove anos, que nenhum país dos BRIC ficou entre os três primeiros lugares.

O Mais Lido