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“Prioridade em 2013 é fomentar a diversificação das carteiras dos clientes”


Defende que a formação dos aforradores contribuiria para dinamizar o mercado de fundos em Portugal e que, nessa base, a consciencialização da necessidade de criar mecanismos paralelos para assegurar uma boa reforma constitui uma oportunidade para a indústria.

Quais as perspectivas para a indústria em 2013?

O ano de 2013 deverá ser um ano de recuperação para a indústria de gestão de activos, à medida que as taxas de juro dos depósitos continuem a diminuir e a confiança dos investidores a aumentar, com uma menor aversão ao risco, reflexo da progressiva estabilização da conjuntura económica e dos mercados financeiros. Neste sentido, a acção recente dos principais bancos centrais tem sido preponderante, garantindo taxas de juro baixas e elevada liquidez.

Quais os focos da gestora para este ano, nomeadamente políticas de investimentos, e objectivos, em termos de expansão e evolução do valor dos activos sob gestão?

No seguimento do forte crescimento registado no ano passado, em número de clientes e valor de activos, a prioridade do Banco Invest, em 2013, é fomentar a diversificação das carteiras dos clientes, entre outros, incrementando a distribuição de fundos de investimento estrangeiros e de produtos estruturados, emitidos pelo banco, área onde fomos reconhecidos pela Euromoney / Structured Retail Products, com o prémio ‘Best Distributor for Performance’, em 2012. Ao nível da Invest Gestão de Activos, não está previsto o lançamento de novos fundos de investimento; a prioridade é manter o bom desempenho dos fundos geridos, tanto em termos absolutos como relativos. Destaque para o fundo AR PPR (5 estrelas da Morningstar), com uma valorização de 48,9%, em 2012.

Indique uma ou duas ideias que contribuiriam para dinamizar o mercado de fundos em Portugal...

Uma ideia seria promover a formação financeira dos aforradores, através de mais Fóruns (como o da Bolsa, no Porto) e outros de eventos de divulgação e formação sobre as vantagens e benefícios da alocação de activos e da diversificação das carteiras, enquanto ferramentas para uma correcta gestão das poupanças. Considerando a diminuição da natalidade e as actuais dificuldades financeiras do Estado, a importância da poupança e do planeamento atempado da reforma nunca foi tão importante, no sentido de preservar, o máximo possível, os níveis de rendimento actuais. Neste sentido, a consciencialização da necessidade de desenvolver mecanismos paralelos que assegurem uma boa reforma é uma oportunidade para a indústria, sendo no entanto necessário aumentar a formação financeira dos investidores.

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