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Primeiros dias de Junho negativos para a indústria brasileira de fundos


A Anbima analisou 35 modalidades de fundos de investimentos, sendo que apenas 16 registaram entradas nos primeiros dias de Junho. No que refere à rendibilidade, apenas sete apresentaram variação positiva, publicou o Estadão.

Os fundos referenciados DI, cuja alocação de activos é feita entre títulos do governo, impulsionaram as saídas da indústria, com resgate de 4,9 mil milhões na semana e retorno de 0,15%.

Os produtos de obrigações (renda fixa), que investem principalmente em títulos públicos, também sofreram um resgate significativo, de 4,28 mil milhões de reais, com rendibilidade de 0,04%. Só nos fundos renda fixa índices, também conhecidos como fundos de inflação, se registou um volume de resgates na ordem dos mil milhões de reais. A modalidade perdeu 0,14% nos sete primeiros dias do mês, acumulando perda de 2,28% no ano.

Seguiram a mesma tendência os fundos de curto prazo, com saída de 3 mil milhões de reais no período de referência. O ganho da categoria foi de 0,15%.

O resgate dos fundos de acções não foi tão expressivo (-38 milhões de reais), sendo que nenhuma modalidade apresentou retorno positivo. A modalidade Ibovespa Activo foi a que mais perdeu (-3,56%).

Enquanto isso, os fundos multimercados tiveram uma captação líquida de 1,23 mil milhões de reais. Quanto ao seu desempenho, entre as subcategorias dos fundos multimercados, a única que registou variação positiva foi a ‘trading’, com um retorno de 0,2%. A modalidade que mais perdeu foi a "macro", com variação negativa de 0,6% em sete dias.

Os fundos de previdência captaram 449,4 milhões de reais, apesar de não ter tido retornos positivos. A modalidade previdência acções foi a mais penalizada no período (-3,31%).

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