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Primeiro leilão de obrigações do tesouro do Estado Português em 2017


O Estado Português realizou, na manhã de ontem, o primeiro leilão de 2017 de obrigações do tesouro (OT) a cinco e a sete anos.

No prazo mais curto, angariou 630 milhões de euros a uma taxa de juro de 2,75%, superior à de novembro de 2016, que se fixou nos 2,1%. Em termos da procura, esta foi superior à oferta em 1,5 vezes. Já a sete anos o montante colocado atingiu o valor de 550 milhões de euros, com uma taxa de juro de 3,68%, bastante superior à registada no leilão de setembro de 2016, que se fixou nos 2,817%. Neste caso a oferta foi o dobro da procura em 2,02 vezes.

Marisa Cabrita, gestora de ativos da Orey Financial, afirmou que “numa altura de aumento generalizado das yields, as yields exigidas no leilão de hoje foram superiores às observadas nos leilões anteriores comparáveis” e que “face às yields registadas nos últimos dias no mercado secundário, hoje assistiu-se a uma ligeira correção das mesmas”. Quanto à procura registada no leilão, considera que “esta manteve-se robusta com as yields observadas a atraírem os investidores que procuram retorno”. “O rácio bid to cover a linha a 7 anos inclusive subiu face ao último leilão”, concluiu.

Já para o diretor da Gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, a subida das taxas “não é surpresa”, acrescentando que “desde final de janeiro que as taxas subiram, não só em Portugal, mas no resto da Europa, num movimento justificado por alguns sinais de inflação que levam os investidores, sobretudo nos prazos mais longos, a protegerem-se de uma eventual subida de juros do BCE este ano ou no próximo. As eleições em França e o aumento do risco político também em Itália também têm contribuído para a subida generalizada das taxas da dívida soberana europeia”. Apesar do aumento “face às últimas emissões comparáveis”, afirma que estas “ficaram em linha com o que está a ser feito no mercado secundário”. Por fim, considera que “as operações correram bem” e que se registou “uma procura muito razoável para um montante emitido que também ficou dentro das expectativas”.

O montante pretendido pelo Estado Português para este leilão situava-se entre os 1.000 milhões e os 1.250 milhões de euros, intervalo que foi atingido uma vez que conseguiu arrecadar 1180 milhões de euros esta manhã.

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