Portugal volta a emitir dívida com taxas perto de mínimos históricos


De volta aos mercados para um leilão de dívida a curto prazo, Portugal emitiu bilhetes do tesouro a três meses e a 11 meses, com taxas negativas. Nas obrigações a três meses, a yield não ultrapassou os -0,496% e a procura superou a oferta 3,49 vezes. No caso das obrigações a 11 meses, a yield ficou-se pelos -0,484% e a oferta superou 1,47 vezes a oferta.

Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, explica que “Portugal volta a emitir dívida com taxas perto dos mínimos históricos nos leilões de dívida de curto prazo. Foram emitidos 1.250 milhões de euros em bilhetes do tesouro, 300 milhões de euros a 3 meses e 950 milhões de euros a 11 meses”. 

“Nos 3 meses a taxa baixou dos - 0,475% para os –0,496% e nos 11 meses dos - 0,45% para os – 0,484%, face ao último leilão comparável de outubro. O crescimento mais anémico que temos presenciado pelo mundo, aliado de um novo risco, o Coronavirus, não tem permitido uma mudança de discurso por parte dos Bancos Centrais, o que faz com que as políticas acomodatícias que estão implementadas para já permaneçam”, continua o profissional.

“O vislumbre de uma subida de taxas para já é distante e como tal a procura por yield continua. Portugal, apesar de já emitir “regularmente” em leilões de curto prazo com taxas negativas, ainda o faz com um custo inferior a outras geografias por isso continua a ser atrativo para os investidores que necessitam de ter investimentos em instrumentos de dívida de curto prazo”, refere Filipe Silva.

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