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Portugal posiciona-se para ser um refúgio pós-Brexit


A chegada do dia 31 de janeiro de 2020 veio marcar o fim do enguiço do Brexit e estabelecer o “divórcio” efetivo entre Reino Unido e União Europeia. Porém, este movimento de saída não se fica somente pela política externa. Desde que a perspetiva de uma saída real passou a constar no horizonte dos britânicos que muitas empresas, gestoras e investidores planeiam realocar as suas atividades para outros territórios, de forma a minimizar os impactos desta separação.

Gabriela Figueiredo Dias não esconde que a CMVM está atenta a este movimento, e assume que Portugal pode ter uma posição favorecida na lista de potenciais destinos para estas entidades. Numa recente entrevista à Citywire Selector, a presidente assegura que “foram identificados os principais riscos e desafios que o Brexit irá impor a outras jurisdições” e, como tal, “estão prontas para serem aplicadas medidas e ferramentas concebidas para garantir uma transição suave”.

“O Brexit despoletou um movimento de realocação”, contextualiza, “e em Portugal estamos a tentar acomodar qualquer instituição que se queira mudar para o país”. Num sentido mais prático, a presidente indica que “as medidas adotadas relacionam-se sobretudo com a monitorização dos fundos”. Assuntos como a liquidez e a exposição da carteira a títulos de emissores e entidades britânicas assumem os principais preocupações, assim como a “identificação de quaisquer sinais de disrupção ou problemas após o Brexit estar consumado”.

Por fim, nas palavras da responsável do regulador nacional dos mercados, há que garantir dois aspetos fundamentais nesta transição. O primeiro trata-se de facultar “um enquadramento claro, simples, transparente e rápido para que as entidades se possam realocar”, e o segundo de “garantir neutralidade nestas movimentações, não facilitando regras em comparação com processos de outras gestoras nacionais e internacionais”.

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