Portugal emite 1.250 milhões de euros em dívida de curto prazo


Portugal voltou aos mercados para a emissão de dívida de curto prazo com a emissão de bilhetes do tesouro a três e a 11 meses. No caso dos bilhetes do tesouro a 3 meses, a yield fixou-se nos -0,009%, tendo o montante atingido os 410 milhões de euros e a procura superado a oferta em 2,53 vezes. No caso dos bilhetes do tesouro a 11 meses, com data de vencimento em março 2021, foram emitidos 840 milhões de euros com uma taxa de 0,038%. A procura superou a oferta em 1,38 vezes.

“Portugal emitiu 1.250 milhões de euros em dívida de curto prazo, 410 milhões de euros em bilhetes do tesouro a 3 meses e 840 milhões de euros a 11 meses. Face ao último leilão comparável, as taxas subiram, nos 3 meses dos -0,425% para os -0,009% e nos 11 meses dos -0,395% para os 0,038%. Teríamos de recuar até 2016 para vermos nos bilhetes de tesouro uma taxa positiva”, comenta Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa.

O profissional explica que “os prémios de riscos, sejam eles de dívida soberana ou de empresas têm subido mundialmente e Portugal não foi exceção. O COVID-19 no espaço de um mês e meio alterou o mundo, mas o impacto do abrandamento económico mundial ainda é difícil de medir na economia real. Apesar de assistirmos a uma subida no custo de emissão de dívida, estamos ainda muito longe de níveis incomportáveis. Para já temos uma certeza, os défices irão aumentar e os bancos centrais e governos tudo farão para tentar minimizar os danos na economia. Esta ação pode ser o suficiente para não vermos as yields da dívida soberana a escalar”.

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