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Portugal em 2017: PIB regista o maior crescimento desde 2001


2017 foi, de facto, um bom ano do ponto de vista económico para Portugal. De acordo com o observatório económico elaborado pelo BBVA Research, o PIB português terminou o ano transato com um crescimento de 2,7% - o maior desde 2001.  A publicação revela, ainda, que ao longo do ano se verificou um “forte aumento da procura interna, nomeadamente consumo privado e investimento, que registaram uma média de 0,3% de contributos trimestrais para o crescimento da economia”.

Primeiro trimestre de 2018 com crescimento de 0,7%

Caminhando para o final do primeiro trimestre de 2018, a entidade acredita que, neste período, o crescimento do PIB se poderá situar nos 0,7%. Esta previsão, segundo a mesma, é suportada, no contexto externo, pelo “crescimento maior do que o esperado da UEM, associado a uma recuperação global cada vez mais sincronizada”. Para além disto, destaca que é expectável que “o apoio da política monetária continue, dado que se prevê que a sua normalização seja efetuada gradualmente, garantindo um ambiente de baixas taxas de juro durante os próximos dois anos”.

No contexto interno, por seu turno, a redução da incerteza sobre a política económica e o aumento previsto no consumo público são indicadores vistos positivamente, bem como a manutenção do dinamismo do consumo privado. Não obstante, a entidade destaca que o ritmo de crescimento deste último será moderado. Por outro lado, a entidade destaca que, “apesar da recuperação esperada das exportações, a procura externa continuará a reduzir o crescimento devido ao impulso que a melhoria do investimento e do consumo privado gerarão nas importações”.

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Consumo privado e investimento - os motores do crescimento do PIB em 2017

No que respeita aos componentes que mais contribuíram para o crescimento registado em 2017, consumo privado e investimento são os destacados pela entidade. Destaque para o contributo da procura doméstica em 2,9 pontos percentuais para o crescimento do PIB no ano transato, tendo sido este o maior contributo dos últimos 17 anos. Do lado do consumo privado verificou-se um crescimento de 1,7% face a 2016, tendo sido suportado pela melhoria da confiança dos consumidores, bons registos do mercado laboral e acessibilidade ao crédito das famílias. Já o investimento registou um aumento de 8,4% no ano passado, sendo esta a melhor taxa dos últimos cinco anos. Relativamente às causas desta evolução, a entidade destaca as melhorias verificadas no sector de máquinas e equipamento (que cresceu 16% em 2017) e na construção.

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O consumo público, por sua vez, apresentou um aumento de 0,1% no conjunto de 2017, o que a entidade considera estar em linha com o processo de ajustamento do défice público. Relativamente ao défice acumulado, verificou-se uma redução de seis décimas face ao défice de 2016, fixando-se em 1,4% do PIB – tendo sido cumprido o objetivo de 1,5% delineado para o conjunto do ano.

Quanto à procura externa líquida, apesar do contributo positivo de seis décimas para o crescimento do PIB no último trimestre de 2017, no conjunto do ano teve um contributo negativo (-0,2 pontos percentuais), fazendo diminuir o crescimento da economia portuguesa. Em 2017, as importações e exportações cresceram ambas 7,9%, sendo que a entrada de turistas cresceu 8,6% face a 2016.

Último trimestre de 2017 com a taxa de desemprego mais baixa desde 2008

Na publicação é igualmente destacada a evolução positiva da taxa desemprego durante o ano, tendo atingido, no final de dezembro, os 8,1% - o nível mais baixo dos últimos treze anos. O emprego, por sua vez, cresceu 3,3% em comparação com 2016, subindo até aos 4,8 milhões de pessoas. Os principais motores do emprego em Portugal foram, segundo a entidade, o sector serviços e a indústria – construção, energia e água.

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