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"Portugal é chave para Schroders e estaremos sempre perto dos nossos investidores"


 

Como avaliam a vossa relação de mais de uma década com o mercado português?

O mercado português é um mercado chave para a Schroders e apostamos nele há mais de uma década, na qual vivemos momentos melhores e piores. Independentemente desses momentos sempre mantivemos presença e continuaremos a manter essa proximidade com os nossos investidores.

A vossa aposta por Portugal foi clara nos últimos dez anos. Inclusivamente foram uma das entidades estrangeiras com maior número de portugueses num escritório em Portugal. Como têm adaptado o vosso serviço desde que deixaram de ter escritório em Portugal? Voltariam a abrir?

Cobrimos Portugal desde Espanha, fundamentalmente por meio do Mário Pires, que é português e trabalha este mercado há mais de 15 anos, o que torna perfeitamente conhecedor das suas características e necessidades assim como o tipo de serviço que requer. Vamos com regularidade a Lisboa e ao Porto e procuramos levar gestores de fundos como frequência, algo que os nossos clientes valorizam de forma muito positiva. Por agora não vemos necessidade em voltar a abrir um escritório em Portugal.

Quais são os fundos ‘top’ de vendas em Portugal?

Este ano estamos a verificar uma forte procura de fundos de acções Europa. Em concreto, vimos um grande interesse por parte dos investidores pelo nosso fundo de acções especializado na Zona Euro (Schroder ISF EURO Equity) e pela nossa gama “Maximiser” (Schroder ISF European Dividend Maximiser e Schroder ISF Global Dividend Maximiser), fundos de acções europeias e globais que contemplam distribuição de um rendimento de 8% ao ano. Para tal aplicam uma estratégia que combina o investimento em acções que pagam dividendos com uma cobertura de opções de compra.

Qual o tipo de produto mais procurado pelas gestoras portuguesas? E pelas plataformas ‘online’?

As gestoras portuguesas de uma forma geral têm o seu negócio orientado para produtos que complementam a sua oferta, acções a nível global, obrigações ‘high yield’ e divída emergente. As plataformas têm uma gama muito mais ampla de fundos disponíveis para os seus clientes. Os produtos mais procurados este ano são acções europa, fundos de distribuição de dividendos, fundos mistos e fundos flexíveis de obrigações.

Houve alterações na procura de produtos durante a crise?

Os portugueses foram afectados, como todos os investidores globais e europeus, por uma crise dominante e, nesse sentido, sim, verificámos que ao longo destes cinco anos de crise se tornaram mais prudentes e conservadores. No entanto, vamos vendo uma atitude mais positiva para activos de risco.

Existem oportunidades no mercado institucional dos fundos de pensões e fundações?

Com a incorporação de alguns fundos de pensões na segurança social diminuíram as oportunidades, mas continuamos a pensar que é um mercado onde temos que estar, porque acreditamos que há necessidade de complementar o sistema de previdência social.

Verificam um maior interesse por parte de produtos internacionais desde a intervenção de Portugal?

Diríamos que a data que marcou um antes e depois foi 26 de Julho de 2012 quando o Banco Central Europeu disse que estaria disposto a fazer o que fosse necessário para evitar a ruptura do Euro. Na raiz desta situação, o mercado português tornou-me muito mais construtivo na hora de assumir risco e como consequência vemos um maior interesse pelos nossos fundos. 

Quais os serviços pós-venda solicitados pelos vossos clientes portugueses?

Para Schroders oferecer um serviço de qualidade aos clientes é uma prioridade. As necessidades dos clientes diferem de cliente para cliente, embora, em geral, na Schroders nos pareça fundamental manter os clientes informados sobre qualquer tema que possa afectar o seu investimento, sejam boas ou más notícias. Parece-nos que a transparência é o um valor cada mais presente na nossa indústria e nós aplicamo-lo à risca.

Quais as áreas de negócio que apresentam maior potencial de crescimento no mercado português?

O mercado português é um mercado dominado pelos grandes bancos locais. Por necessidade de ‘funding’ estes bancos têm vindo a aplicar taxas de juro muito altas. À medida que as taxas de depósitos vão diminuindo, muita dessa liquidez que está nos depósitos procurará alternativas. Os fundos estão muito bem posicionados para captar parte dessa liquidez.

O investidor português procura produtos com distribuição de rendimentos?

Sim, estamos a verificar um crescente interesse por produtos que distribuem rendimentos, tanto de obrigações como de acções. No nosso caso, por exemplo, assistimos a uma boa procura do nosso fundo Schroder ISF European Dividend Maximiser, que distribui um rendimento anual de 8%, pago trimestralmente.

A diferente fiscalidade entre o produto português e o internacional é uma vantagem ou um inconveniente para o produto internacional?

Até agora a fiscalidade não criou nenhuma barreira na hora de investir no produto internacional.

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