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Portugal continua a emitir a taxas negativas


O Estado português voltou a ir ao mercado, desta feita com a emissão de dois Bilhetes do Tesouro: a seis e a doze meses. Na emissão mais curta, foram colocados 250 milhões de euros a uma taxa negativa de 0,027%, com a procura a ser praticamente o quádruplo da oferta. Já na emissão mais longa, o montante ascendeu a 1.250 milhões de euros, com a taxa a fixar-se em 0,005% e a procura a superar a oferta em 1,57 vezes.

"As taxas subiram ligeiramente face aos leilões anteriores, num movimento que acompanha a curva de toda a dívida europeia nas últimas sessões", refere Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa. "Houve um ajuste em praticamente todos os países,  e as BT seguem as obrigações.  A procura foi muito boa, dado que o risco – por se tratar de títulos de curto prazo – também não é grande. Ainda assim, é melhor ter dívida de curto prazo  com um juro negativo de 0,027% do que depositá-lo no BCE e perder 0,4%. Aqui pode residir a explicação para o sucesso deste leilão: as compras feitas pelos bancos que preferem estas BT a ter que depositar a liquidez no BCE”, conclui o profissional.

 

 

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