Portugal com nova emissão de 1,016 milhões de euros de dívida a longo prazo


Portugal incorreu a nova emissão de dívida soberana ao disponibilizar 418 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 6 anos a uma taxa de 0,843%, e 598 milhões a 10 anos com uma yield de 1,194%. Estas taxas revelam uma subida considerável face às últimas emissões de dívida de longo prazo (fevereiro nos títulos a 6 anos e março nos títulos a 10 anos), em que o prémio pago pelo Estado português foi de -0,057% e 0,426%, respetivamente.

De resto, esta subida dos prémios de risco dos títulos de dívida governamental portuguesa está em linha com a tendência que se que regista no resto da Europa. Como explica Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa, "apesar de termos o suporte total do BCE, acaba por ser normal vermos uma subida das taxas por força da liquidez que cada país vai precisar para dar apoio à economia, com os países da periferia a serem mais penalizados".

O profissional afirma ainda que "o nível de endividamento vai aumentar e muito", suportando-se no recente anúncio de "um aumento significativo do plano de financiamento francês", o que levanta a questão de "como é que a dívida um dia mais tarde será paga". Para Filipe Silva a resposta a este tema reside sobretudo na capacidade das entidades europeias para "fazer algo mais do que simplesmente comprar dívida", sendo este "o melhor momento para a União Europeia deixar de ser um projeto e passar efetivamente a ser uma União".

 
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