Portugal coloca dívida a 12 meses com juros mais baixos


Portugal realizou ontem dois leilões de dívida, a três e a 12 meses, com um ligeiro aumento no juro na emissão de prazo mais curto, numa operação que foi considerada bem sucedida.

“Não esperávamos qualquer problema nesta emissão e tal veio a verificar-se; a dívida é de curto prazo, sempre mais facilmente absorvida pelo mercado, o montante era baixo e as taxas praticadas pelo mercado nas últimas semanas, que têm estado estáveis depois da queda das últimas semanas, garantiram o sucesso da emissão”, referiu Filipe Silva, director da gestão de activos, no Banco Carregosa.

Em relação às taxas menciona o “ligeiro aumento na dívida a três meses, mas não muito relevante”, e os resultados da emissão a um ano, que “foram bastante bons”.

O IGCP colocou 345 milhões de euros (mais 45 milhões que o previsto) em bilhetes do Tesouro a três meses, com a procura a ser 2,4 vezes a oferta (abaixo das 3,7 vezes do leilão anterior) e a uma taxa média de 0,737%, acima da de 0,67% no mês de Janeiro. A 12 meses foram colocados 1,155 mil milhões de euros (abaixo dos 1,2 mil milhões previstos), tendo a procura ficado 2,35 vezes acima da oferta (idêntica à do leilão anterior) e a taxa média sido de 1,277%, inferior à de 1,61% registada no primeiro mês deste ano.

No comunicado sobre os resultados da emissão, Filipe Silva destaca que os investidores sabem que, se algo falhar, “o BCE vai estar vigilante para dar assistência e isso diminuiu bastante o risco da dívida portuguesa nos últimos meses”. Mesmo assim, sublinha, “apesar da descida das taxas, a rendibilidade oferecida por estes títulos é superior”.

O próxima emissão de bilhetes do Tesouro está agendada para 20 de Março, com dois leilões, um com maturidade a três meses e outro com maturidade a 18 meses.

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