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Políticas que favorecem os mercados emergentes


(TRIBUNA de André Themudo, responsável de negócio da BlackRock em Portugal. Comentário patrocinado pela BlackRock.)

Na semana de 17 de junho, quase todas as classes de ativos, desde a dívida de mercados emergentes até à bitcoin, subiram. O catalisador? O mesmo responsável pela tendência de alta do mercado dos últimos 10 anos: uma política monetária mais flexível. Isto sugere que, embora os bancos centrais possam ter prejudicado ativos no ano passado com algumas das suas políticas, 2019 está a preparar-se para ser mais um ano de ganhos impulsionados pela liquidez.

Neste cenário, os ativos alavancados pelas condições financeiras terão, provavelmente, alguns dos melhores desempenhos, entre os quais, ações de mercados emergentes (EM).

Desde o final de fevereiro, o MSCI Emerging Market Index tem permanecido estável. Em contraste, as ações dos mercados desenvolvidos ganharam cerca de 5%. Com a recente política dos bancos centrais, as ações de mercados emergentes poderão começar a recuperar.

Relação custo/benefício

O investimento em mercados emergentes, num momento de desaceleração do crescimento global e persistentes fricções comerciais, parece inoportuno. Quer a economia, quer o comércio representam ameaças reais à classe de ativos, bem como ao mercado mais amplo. Assim, para aqueles investidores que acreditam que o comércio irá aquecer, mas sem entrar em ebulição, e que a economia global continuará a crescer, existe um argumento poderoso a favor das ações de mercados emergentes: a perspetiva de condições financeiras materialmente mais fáceis.

Na última década, a confiança dos investidores, e a economia em geral, estão cada vez mais dependentes dos bancos centrais. Embora tanto as ações dos mercados desenvolvidos como as dos mercados emergentes beneficiem do dinheiro fácil, as vantagens são ainda mais notórias nos mercados emergentes, em particular na era pós-crise.

A natureza mutável desta relação é evidente nos dados. De 1990 até ao final da crise financeira, alterações mensais nas condições do mercado financeiro, medidas pelo Índice de Condições Financeiras do Goldman Sachs (GSFCI), explicaram aproximadamente 40% da variação nos rendimentos de ações de mercados emergentes.

Desde 2010, com a  flexibilização quantitativa (QE), as alterações nas condições financeiras explicaram mais de 75% da variação dos rendimentos de mercados emergentes (ver Gráfico 1). Apesar das alterações nas condições financeiras explicarem uma percentagem igualmente grande dos rendimentos do mercado desenvolvido, historicamente o beta dos mercados emergentes tem sido maior. Por outras palavras, quando as condições financeiras melhoram, os mercados emergentes, geralmente, obtêm um impulso maior do que os desenvolvidos.

 

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Fonte: Bloomberg, em 21 de junho de 2019.

Os anúncios de junho foram particularmente relevantes para os mercados emergentes. Primeiro, o Banco Central Europeu e, depois, a Reserva Federal deram uma indicação clara de uma política para o dinheiro mais fácil. A alteração subsequente nas taxas, o dólar e os spreads de crédito levaram imediatamente a um abrandamento das condições financeiras, evidenciado pela queda acentuada no GSFCI.

Em contraste com 2018, os bancos centrais já não estão a falar em "normalizar políticas". Em vez disso, há uma tendência de proteção na economia global. Neste cenário, são, normalmente, os ativos mais arriscados os que mais valorizam.

Capital em risco. Todos os investimentos financeiros envolvem um elemento de risco. Portanto, o valor do seu investimento e a receita obtida serão variáveis, e o montante inicial investido não pode ser garantido.

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