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Poderão ser obtidos retornos de forma sustentável?


Levar uma vida de acordo com princípios sustentáveis é cada vez mais importante para muitos sectores da sociedade, entre os quais se inclui o de investimento. Diversos estudos mostram que investir aplicando estes filtros não prejudica os retornos mas antes permite ter um impacto positivo na sociedade.

Desta forma, o investimento socialmente responsável procura participar em empresas que se encontrem alinhadas com esta filosofia, segundo três objetivos principais: ambiental, social e de governo corporativo (ESG segundo a sua sigla em inglês). No que diz respeito ao primeiro objetivo, procuram-se empresas não poluentes que respeitem os critérios ambientais. No aspeto social, uma das principais questões é se todas as empresas ou governos que fazem parte da carteira respeitam os Direitos Humanos. Os filtros de impacto ESG consideram uma série de fatores para responder a esta e a outras perguntas de maneira convincente. Quanto ao governo corporativo, a monitorização sistemática assegura que a carteira só inclui empresas que respeitem a sua independência e que sejam transparentes.

A evolução dos mercados fala por si mesma sobre a implantação dos critérios ESG no mundo das finanças: o investimento socialmente responsável (ISR) não é uma tendência temporária, mas faz antes parte de uma mentalidade cada vez mais orientada para o futuro. A ISR oferece retornos tão altos como os investimentos convencionais, o que ficou demonstrado por dados empíricos. Também não há evidências de que os investidores tenham de assumir um menor retorno e um maior risco. Em determinadas circunstâncias, os retornos ajustados ao risco são superiores aos das carteiras convencionais.

Estas são algumas das conclusões de um estudo da UBS ETF após analisar carteiras ISR de ações e obrigações de diferentes regiões. Os dados foram monitorizados em cada dia entre outubro de 2007 e março de 2016, um período durante o qual ocorreram uma série de correções no mercado, desde a crise financeira de 2008 até aos efeitos da intervenção massiva dos bancos centrais no mercado de obrigações, passando pela crise de dívida europeia. Os resultados mostram que, em média, os retornos das carteiras com filtro ISR foram maiores que os das carteiras sem filtro. Também proporcionou uma prova de resistência tanto para as carteiras convencionais como para as carteiras socialmente responsáveis.

O sucesso do investimento socialmente responsável reside na transparência. Esta também é uma das razões chave para os ETF sustentáveis terem ganho popularidade nos últimos anos, já que representam estes princípios melhor que nenhum outro produto. Isto pode explicar-se de uma forma simples a partir dos índices da MSCI, o fornecedor de índices mais importante do mundo, que cria os seus índices ISR a partir do universo dos índices globais MSCI World, filtrando aquelas empresas que melhor encaixam nos critérios ESG através de um processo em três etapas. Na primeira, eliminam-se as empresas de setores controversos, como o tabaco ou a indústria de armamento. Na segunda fase, as empresas são classificadas segundo os seus riscos e oportunidades, avaliando diversos riscos materiais ESG por setores. Na terceira etapa, examina-se finalmente se uma empresa está sujeita a alguma controvérsia e se cumpre as normas e principios internacionais. Além disso, os índices MSCI ponderam os títulos segundo o seu peso no mercado, com o objetivo de manter a diversificação por países e setores. Desta forma, garante-se que só se incluem empresas sustentáveis e mantém-se uma elevada diversificação.

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