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PMI da indústria continuam a valer como um indicador adiantado da economia?


Nos últimos anos, as medidas que tomaram nos Governos e bancos centrais para salvar a economia de uma das piores crises financeiras da história recente deitaram por terra muitas estatísticas e com elas também muitos indicadores que gestores e analistas utilizavam como referências do que ia ser a evolução da economia.

A curva invertida ou o Dry Baltic Index são só alguns deles, os PMI da indústria apesar de ainda não ter acontecido também poderão perder parte dessas capacidades de previsão que até agora lhe eram atribuídas como consequência de um processo de desglobalização que pode acontecer num contexto de guerra comercial que provavelmente se manterá no futuro.

“Os PMI da indústria já não servem de indicador para rever o rumo da economia e já não é tão importante como no passado. Ganha importância sobretudo no consumo interno da Europa”, afirma Laurent Denize, diretor de investimentos da Oddo BHF AM. Não obstante, é preciso ter em conta que os dados dos PMI (ou ISM no caso dos EUA) não só afetam as indústrias como também os serviços e esse segundo segmento é o que preocupa mais os especialistas face ao impacto que pode ter na economia.

De momento, a julgar pelos dados publicados pelo Markit Economics, que é quem calcula esse dado, a Europa está a salvar-se do momento de contágio já que a força do PMI do sector dos serviços está a permitir que o PMI composto (que aagrega o sector de indústria e dos serviços) continue a manter-se acima do nível de 50, que marca a diferença entre contração e crescimento económico. “A expansão em geral da atividade total esteve novamente centrada no sector dos serviços. Não obstante, a atividade do sector dos serviços aumentou a um ritmo ligeiramente mais débil que em dezembro. Enquanto isso, a atividade do sector dos serviços continuou a indicar uma contração, mas o ritmo de declive reduziu-se até ao menos intenso dos últimos cinco meses”, afirmam.

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Além disso, o contágio pode continuar sem acontecer no futuro, sobretudo no caso dos países que mais atividade industrial têm, como o caso da Alemanha. “A atividade de serviços manteve-se relativamente sólida até ao momento. Não obstante, existem sinais de que a debilidade no sector industrial está a penetrar o sector dos serviços, em especial na Alemanha”. Um risco-chave que devemos ter em conta durante o próximo ano é o efeito direto mais substancial no sector dos serviços, o qual representa cerca de 75% da economia da zona euro”, afirmam na gestora Vanguard.

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