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Plano de formação financeira faz primeira conferencia internacional em Julho


 

O plano nacional de formação financeira (PNFF) tem, entre as actividades para este ano, um foco na formação e a realização da primeira conferencia internacional, depois de um ano de lançamento de actividades e cujo balanço foi apresentado ontem em Lisboa.

Esta primeira conferência, agendada para o dia 12 de Julho, tem por objectivo discutir as melhores práticas internacionais na implementação de estratégias nacionais de formação financeira, na introdução da educação financeira nas escolas e na utilização e dinamização dos portais de literacia financeira, estando prevista a participação, além dos membros do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) e de representantes do Ministério da Educação e Ciência (MEC), peritos internacionais, adianta aquela entidade.

Nas actividades para este ano constam ainda um programa de formação de formadores, que já teve um Março a primeira acção; e uma formação de professores, sobre o Referencial de Educação Financeira, que o MEC deverá validar até Março, segundo adiantou João Grancho, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário. Trata-se de um documento orientador, dirigido a professores de todos os níveis de ensino, referiu. Agendada está ainda a realização da segunda edição do concurso “Todos Contam” e o assinalar do Dia da Formação Financeira, a 31 de Outubro.

Na intervenção no início da segunda reunião do CNSF, com as comissões e acompanhamento do plano, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, salientou a relevância da formação financeira para a estabilidade do sistema e do reforço da confiança.

“Hoje toda a gente tem consciência que a literacia e a edução financeiras são importantíssimas para a estabilidade financeira. Temos de ter consciência que este esforço é consistente com o próprio crescimento económico”, o qual, afirmou ontem Carlos Costa, “não é possível sem uma boa afectação de recursos, sem boa opção entre consumo e poupança”, exemplificou.

O governador sublinhou ainda que “há necessidade de reforçar a confiança nas instituições financeiras, nos intermediários financeiros” e deixou um “apelo para que os representantes dos intermediários financeiros sejam agentes activos na confiança entre quem empresta e quem gere os recursos emprestados”, referindo que este não é apenas um problema, uma preocupação em Portugal.

Já Pedro Duarte Neves, vice-governador, destacou que a formação financeira “é complementar à supervisão comportamental”, actuando tanto do lado da procura como da oferta.

Na mesma sessão, Carlos Tavares, presidente da CMVM, voltou a defender que “não basta que os intermediários financeiros dêem informação, é necessário que os clientes entendam essa informação”, referindo-se nomeadamente aos produtos financeiros complexos que estão disponíveis para os investidores de retalho.

O presidente Instituto de Seguros de Portugal, José Almaça, destacou os resultados alcançados pelo PNFF até agora. “Fazem-nos acreditar que estamos no bom caminho disse”. E destacou que o sector segurador, que faz captação de poupança, “tem estado à altura das suas responsabilidades” nesta matéria. 

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