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Peso da gestão individual de carteiras em Portugal superior à média europeia


70% do total da gestão de ativos em Portugal: é o número redondo apontado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários para o peso da gestão individual de carteiras no total de ativos geridos em Portugal.

Segundo o último Relatório Anual Sobre os Mercados de Valores Mobiliários referente a 2017, o “peso da gestão individual de carteiras tem aumentado desde o início do milénio”, e a percentagem atrás referida é “bastante superior à média europeia”. Ora na Europa, segundo os mesmos dados do Regulador, “a gestão de ativos correspondia a 138% do PIB europeu em 2016", e "a gestão individual de ativos representava apenas 48% dos ativos sob gestão”. As mesmas informações da CMVM indicam que “os ativos sob gestão são mais elevados no Reino Unido, na Suíça e na Holanda, mas a nível global a Europa é apenas o segundo mercado mais relevante dado que os EUA  reúnem 45% do total de ativos sob gestão a nível mundial”.

No final de 2017 a gestão individual em Portugal valia 63.487 milhões de euros, enquanto que a gestão colectiva perfazia 23.078 milhões de euros; em termos agregados, o final do ano passado terminava com 86,5 mil milhões de euros associados ao total da gestão de ativos em Portugal.

gest ind e colec 2018

Fonte: CMVM, final de 2017

Se olharmos para os últimos 16 anos (ilustrados no gráfico) verificamos grandes  diferenças de valores alocados aos dois segmentos de gestão de ativos. Em 2002, primeiro ano da série, o total da gestão de ativos em Portugal valia pouco mais de 40 mil milhões de euros, sendo claramente a gestão colectiva o ‘peso pesado’ com mais de 20 mil milhões de euros aí alocados.

Ao longo dos anos ambas as áreas de negócio – a gestão individual e a gestão colectiva – foram fazendo um caminho de crescimento, tendo sido 2007 o marco para um máximo alcançado: mais de 100 mil milhões de euros no total da gestão de ativos em Portugal.

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