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Perspetivas para as ações norte-americanas


A expansão económica dos Estados Unidos parece que vai continuar em 2018, uma vez que os lucros empresariais continuam sólidos e as expectativas se tornaram mais otimistas nos últimos trimestres, devido, em parte, à reforma fiscal. Prevê-se que as empresas utilizem a liquidez na fatura fiscal para, principalmente, aumentarem os dividendos e as recompras de ações, bem como os investimentos. Isso deverá continuar a sustentar as bolsas, tanto a curto como a longo prazo. Além disto, as possíveis reformas regulatórias poderão prolongar o movimento de crescimento. Ainda que o consumo privado provavelmente cresça a um ritmo moderado, a economia norte-americana  deverá contar com bastante apoio da melhoria das perspetivas económicas mundiais, que se encontram em maior sincronização relativamente a anos anteriores. A recuperação cíclica na Europa e Japão, juntamente com a reativação do crescimento em várias economias emergentes, deverão sustentar a procura de bens e serviços dos Estados Unidos.

No entanto, é importante recordar que a economia norte-americana se encontra nas últimas fases do ciclo, com um desemprego perto de mínimos anteriores e uma redução dos estímulos monetários. Tradicionalmente, níveis de desemprego baixos e um crescimento económico saudável levaram ao aumento dos salários, da inflação subjacente e das taxas de juro. Os salários e as taxas de juro, provavelmente, têm margem para subir acima dos baixos níveis atuais antes de causarem problemas às empresas e à economia. Em todo o caso, espera-se que a economia norte-americana continue a gozar de boa saúde, com perspetivas de curto prazo favoráveis: a inflação move-se abaixo do objetivo dos 2% do FOMC e a ideia de um crescimento económico superior à tendência parece razoável graças a uma política monetária e condições financeiras expansivas, bem como uma política orçamental cada vez mais expansiva também.

Porquê apostar no Fidelity Funds America Fund?

Apesar das dificuldades colocadas pelas condições de mercado para o meu estilo, mantive-me fiel ao meu processo e à filosofia de investimento. Continuo a procurar empresas cujo potencial de recuperação tem sido subestimado pelo mercado e, ao mesmo tempo, mantenho a ênfase nas empresas subvalorizadas, mantendo uma elevada percentagem em gestão ativa. Dado que a abordagem de investimento tarda em materializar-se nestes casos, mantenho um horizonte de investimento a longo prazo para aproveitar uma importante trajetória ascendente.

Tendo em conta que o fundo está orientado para ações subvalorizadas, este deverá beneficiar com o fim do contexto extremo que favoreceu os títulos growth e momentum. O fundo tem como objetivo bater o seu índice de referência ao longo do ciclo de mercado, ainda que a magnitude e a duração da divergência atual entre growth e momentum face à subvalorização tenham criado obstáculos importantes para o fundo. Uma rotação na liderança do mercado para se afastar de growth, adotando uma postura mais equilibrada ou dando prioridade à subvalorização, deverá ser benéfico para o fundo. Além disto, a moderação dos factores de estilo deverá ampliar a liderança e favorecer a seleção de valores do fundo. Convém assinalar que o FF America Fund bateu o índice Russell 1000 Value entre 1 de junho de 2014 e 28 de fevereiro de 2018.

Por último, o fundo tem sido propenso a superar o índice de referência durante os dias/meses em que se registaram quedas. Os cenários de bear market simulados, utilizando o modelo de risco da Bloomberg, demonstraram que o fundo, previsivelmente, registará menores perdas de valor do que o índice de referência. Temos visto como a volatilidade regressou ao mercado, e um gestor ativo como eu, focado na proteção face às quedas, deverá estar melhor posicionado neste contexto.

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