Patris Tesouraria: esforço permanente de filtrar informação fundamental


O fundo Patris Tesouraria, a cargo da Patris Gestão de Activos, acabou 2014 em destaque, comparando com outros fundos da categoria de Obrigações Ultra Curto Prazo, tanto nacionais, como internacionais, levando igualmente “avanço” nos primeiros meses de 2015.  Dados da APFIPP de 20 de fevereiro, indicam que o produto consegue a um ano uma rentabilidade anualizada de 3,89%, enquanto desde o início do ano o retorno do produto é de 0,56%, o que lhe permite, assim, ser o vencedor isolado na categoria onde se insere.

Foi na primeira pessoa que à Funds People Portugal a Patris Gestão de Activos falou da trajetória positiva do produto nos últimos tempos. “Nos prazos naturais de investimento do fundo Patris Tesouraria (inferiores a 1 ano), a gama de taxas disponíveis foi-se reduzindo gradualmente, exigindo da gestão uma continuação do esforço analítico no sentido de selecionar oportunidades de cristalização de Yield em títulos com desvios significativos face à norma do seu nível de rating”, começam por dizer, lembrando que o enquadramento geral de liquidez foi mais favorável a um bom desempenho das Obrigações de rating elevado e de maturidades mais longas.

Conhecer bem os emitentes

Para a gestora nacional foram alguns os factores que acabaram por potenciar o bom desempenho do fundo. Destacam as “ferramentas sólidas de análise fundamental”, mas também um “conhecimento profundo dos emitentes”, como as principais caraterísticas que impulsionaram os retornos. “A política de investimento do fundo cria condições suficientes para, num contexto de mercado normal, a preservação de capital ser assegurada”, referem. Identificam uma procura de retorno que está “dependente de um esforço permanente de filtrar informação fundamental, no sentido de identificar emitentes/emissões cuja qualidade percebida pelo mercado seja substancialmente diferente do resultado da nossa análise”.

Alocação de Activos

Concretamente sobre a alocação de ativos executada, reportam um enquadramento com “com limites sólidos definidos pela sua política de investimento”, de forma a que “o portfólio final corresponda ao binómio Rentabilidade Esperada vs Risco Esperado procurado pelos investidores no Patris Tesouraria”. Em termos de preferências dentro do universo das obrigações, ressaltam “algumas emissões de Papel Comercial relativamente atractivas, “bem como um grupo selecto de emitentes com  rating um pouco mais baixo e com Yields que nos parecem (ainda) com potencial de estreitamento significativo”. Sobre os impactos inerentes ao início do QE, da Patris entendem que o efeito da sua implementação já estará refletido nas várias classes de ativos, sendo visível “no estreitamento dos yields soberanos em mercado secundário” ou no “estreitamento dos yields de obrigações de rating elevado em mercado secundário”

No controlo da volatilidade do produto, da entidade indicam que “o fundo tem um hedge natural perante um cenário de aumento da volatilidade, e que está diretamente relacionado com a sua política de investimentos”. Elucidam que o “reduzido prazo médio dos seus activos” e o facto de “estar vedada ao fundo a possibilidade de investir em Obrigações subordinadas”, são pontos que funcionam de forma eficaz “na absorção de aumentos pontuais/sistemáticos de volatilidade”.

Três caraterísticas chave

Numa definição objectiva do fundo, apontam a Consistência, a Segurança e o Rigor, como as três principais nuances a sublinhar. Relativamente à primeira caraterística frisam que “os investidores do Patris Tesouraria procuram uma alternativa líquida e com melhor retorno que aplicações tradicionais de rentabilização de liquidez excedentária”, sendo “a consistência na entrega de resultados” um ‘bem’ necessário. A Segurança aparece por via do perfil de risco do investidor no fundo: conservador, e com “uma expectativa de Risco/Retorno ponderada principalmente pela consistência”. Por último, o Rigor, é explicado perante as “actuais taxas de retorno disponíveis nos instrumentos ortodoxos ao dispor do fundo”, sendo que “a capacidade de gerar ideias de investimento com  pick-up de Yield exige uma procura permanente de novas soluções, quer em termos de emitentes, quer em termos de emissões”.

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