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Os últimos três anos dos fundos de ações de entidades nacionais domiciliados no Luxemburgo


Analisado o desempenho nos últimos três anos dos fundos de ações da responsabilidade de entidades nacionais, é tempo de viajarmos pela Europa. O destino é o Luxemburgo e o exercício será o mesmo: analisar a rentabilidade obtida pelos fundos de ações das entidades nacionais domiciliados no grão-ducado. Será o destaque um fundo de ações americanas? A lista (de acordo com os dados disponíveis na Morningstar Direct) revela-nos que não. Por outro lado, verificamos que apenas três produtos foram capazes de ultrapassar os 2% de rentabilidade anualizada nos últimos três anos.

Trio da frente é da responsabilidade da BPI Global Investment Fund Management

Apesar da presença de um fundo de ações americanas entre os três mais rentáveis no período em questão, o veículo de investimento mais rentável é um fundo de ações globais. Trata-se do BPI GIF Opportunities I, cuja rentabilidade anualizada a três anos se fixou nos 7,23%. Com uma carteira que procura ter exposição a um vasto número de regiões, aquelas que maior preponderância apresentam são os Estados Unidos (52,11%) e a zona euro (35,55%). De facto, as principais posições refletem esta alocação, uma vez que surgem nomes como Boeing, Alphabet, Microsoft, Johnson & Johnson ou Kering. Não obstante, a sua maior posição é um ETF que procura replicar o comportamento do índice japonês Topix. O património sob gestão, atualmente, ascende a 13,32 milhões de euros.

A segunda melhor rentabilidade neste período pertence ao BPI GIF América I. O fundo de ações americanas da BPI Global Investment Fund Management obteve uma rentabilidade anualizada de 5,32% nos últimos três anos, e atualmente gere um património no valor de 5,32 milhões de euros. Os sectores tecnológico, healthcare e financeiro são os sectores que maior preponderância apresentam, sendo que entre as maiores posições se encontram títulos como a Apple, FedEx Progressive Corp e Netflix.

O terceiro fundo mais rentável é também da responsabilidade da BPI Global Investment Fund Management, mas cujo universo de investimento é mais restrito. Falamos do BPI GIF Iberia I, um fundo que investe no mercado ibérico, e que obteve uma rentabilidade anualizada de 3,23% nos últimos três anos. Com um património sob gestão superior a 60 milhões de euros, a sua carteira apresenta maior exposição aos sectores financeiro e industrial, cujo peso é de 27,23% e 20,80%, respetivamente. No que diz respeito às maiores posições em carteira, estas englobam nomes como Banco de Sabadell, Jerónimo Martins, Ferrovial ou Telefónica.

Desvio padrão mais contido por parte do fundo mais rentável

Ao analisarmos a rentabilidade obtida por estes produtos nos últimos três anos, faz também sentido que analisemos o desvio padrão por estes apresentado. Que conclusões podemos retirar?

Na verdade, olhando para o trio de fundos mais rentáveis, verificamos que o produto mais rentável é também aquele que apresenta o desvio padrão mais baixo. Assim, para a rentabilidade de 7,23% alcançada pelo BPI GIF Opportunities I, este apresenta um desvio padrão anualizado de 10,04%. Já os restantes produtos apresentam ambos um desvio padrão anualizado superior: enquanto que o BPI GIF América I obteve um desvio padrão anualizado de 13,48% nos últimos três anos, o desvio padrão anualizado para o mesmo período do BPI GIF Ibéria I fixou-se nos 16,06%.

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Fonte: Morningstar Direct, abril de 2018 

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