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Os últimos três anos dos fundos de ações


Com níveis de volatilidade relativamente controlados e com as principais economias mundiais a demonstrarem sinais positivos, os últimos tempos têm sido positivos para os mercados acionistas, em grande parte devido ao bom momento da economia global. Ainda assim, os primeiros meses deste ano têm sido mais conturbados, o que afetou alguns dos principais mercados mundiais. Neste contexto, importa olhar para o desempenho dos fundos de ações ao longo dos últimos três anos. Que fundos (e, consequentemente, que mercados) terão estado em destaque neste período?

Numa primeira análise concluímos que os fundos de ações americanas são a categoria em evidência. Olhando para os cinco produtos que melhor rentabilidade alcançaram nos últimos três anos, verificamos que três deles investem precisamente neste universo – o mais rentável é, inclusive, um fundo de ações americanas.

Posto isto, passemos para a análise destes mesmos produtos. Com uma rentabilidade anualizada de 8,88%, o Caixagest Acções EUA é o fundo de ações mais rentável nos últimos três anos. O produto que atualmente gere um património superior a 101 milhões de euros apresenta uma carteira composta por alguns dos nomes mais conhecidos do mercado norte-americano, como é o caso da Boeing Co, da UnitedHealth Group, Home Depot ou Caterpillar. Em termos de exposição sectorial, os sectores mais preponderantes são o industrial (23,25% do total), o financeiro (20,58% do total) e o de consumo cíclico (14,47%).

O segundo produto que melhor rentabilidade apresenta neste período é o BPI Reestruturações, um fundo de ações globais. Da responsabilidade da BPI Gestão de Activos, a sua rentabilidade (anualizada) fixou-se nos 5,88%. Curiosamente, os Estados Unidos são a região mais preponderante em carteira, representando 54,94% do total. De facto, a maior posição em carteira é um futuro sobre o S&P500, sendo que entre as maiores posições encontramos vários títulos de empresas norte-americanas, tais como a Boeing Co, Alphabet Inc ou a Goldman Sachs. Para além destas, o fundo apresenta ainda exposição a um ETF de ações japonesas, o Lyxor Japan Topix DR ETF D-EUR A/I.

Na terceira posição surge mais um fundo de ações americanas, cujos ganhos anualizados nos últimos três anos se fixaram nos 5,59%. Trata-se do Santander Acções América, um fundo gerido por Luis Beamonte, cuja carteira apresenta como maiores posições um futuro sobre o Dow Jones e um ETF que procura replicar o mesmo índice, o SPDR® Dow Jones Industrial Average ETF, e títulos de empresas como JPMorgan Chase & Co, Walmart Inc ou IBM. Em termos sectoriais, os sectores financeiro, tecnológico e industrial são os mais preponderantes – 21,27%, 20,08% e 15,12%, respetivamente.

Desvio padrão a três anos

Olhando para o desvio padrão alcançado pelos fundos acima referidos, verificamos que, entre os três produtos com maior rentabilidade, aquele que apresenta maior rentabilidade é também o que apresenta maior desvio padrão. Assim, para uma rentabilidade anualizada de 8,88%, o Caixagest Acções América obteve um desvio padrão anualizado de 16,40%. Já o BPI Reestruturações, que alcançou uma rentabilidade anualizada de 5,88%, apresenta um desvio padrão mais baixo que o Santander Acções América, que obteve uma rentabilidade de 5,59%: desvio padrão anualizado de 10,06% e 15,37%, respetivamente.

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Fonte: Morningstar Direct, abril de 2018

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