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Os últimos doze meses são sinónimo de mercados emergentes


Depois de um longo período em que os mercados emergentes estiveram um tanto ou quanto na mó de baixo, os últimos tempos têm-se revelado positivos para esta classe de ativos. Se analisarmos a longo prazo, os últimos dez anos (com término no final do primeiro semestre do ano) trouxeram uma rendibilidade anualizada, em euros, de 6,4% no MSCI Emerging Markets (EM). Se analisarmos o mercado de obrigações, o segmento EM Debt regista, em euros, ganhos de 6,7%.

Se análise for realizada para o primeiro semestre do ano, o MSCI EM valorizou 3,6% em euros enquanto que o EM Debt, também em euros, regista ganhos de 12,3%, sendo a classe mais rentável entre as obrigações.

O mercado nacional não tem fugido muito aos fundos que investem nos mercados emergentes. A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – publica todas as semanas os fundos de investimento nacionais que melhor rendibilidade apresentam para os últimos doze meses, onde não considera as “comissões de subscrição e resgate, bem como outras comissões e encargos eventualmente suportados directamente pelos participantes, que variam de acordo com as condições estabelecidas no regulamento de gestão de cada Fundo”. Exclui também os "Fundos Poupança Acções nem os Fundos Poupança Reforma por terem um Regime Fiscal distinto dos outros FIM Nacionais” e ainda os fundos fechados.

Nestas condições, dos dez fundos apresentados pela Associação, praticamente todos investem em mercados emergentes. O grande destaque vai para o investimento no mercado brasileiro, já que as três primeiras posições são ocupadas por fundos que investem no mercado canarinho. A data de referência é a 9 de setembro, e o BPI Brasil Valor é o produto que se destaca com ganhos de 48,1% e quase 2 milhões de euros em património sob gestão. Este fundo é gerido pela BPI Gestão de Activos, tal como o fundo seguinte da lista. Trata-se do BPI Brasil que atinge uma valorização de 36,8% e mais de 30 milhões de euros em património.

O primeiro trata-se de um Fundo de Investimento Alternativo (FIA) de Acções  que tem como maior investimento em carteira as ações preferenciais do Banco Bradesco, seguido da cotada CETIP e ainda da Petrobras. Já o segundo dá preferência aos títulos de dívida do país agora governado por Michel Temer.

Há mais um fundo que investe no Brasil e que aparece logo de seguida. Trata-se do NB Brasil que é da responsabilidade da GNB Gestão de Ativos. Nos últimos doze meses regista uma valorização de 19,1% com o património a ficar pouco acima dos 1,5 milhões de euros.

Emergentes na crista da onda

Na lista encontramos, também, diversos fundos que investem nos mercados emergentes, embora com localizações menos específicas do que os três fundos já mencionados. Com ganhos de 15,7% vem o Multi Gestão Mercados Emergentes que está sob alçada da Montepio Gestão de Activos. Já com 14,9% de rendibilidade surge o NB Mercados Emergentes e com 9,2% surge o IMGA Mercados Emergentes, da IM Gestão de Activos.

Mercado em destaque, também, nos mais subscritos

Além da rendibilidades nos últimos doze meses, o segmento de mercados emergentes também se destacou, em agosto, no que toca aos produtos mais subscritos nas plataformas nacionais. Em agosto houve uma “procura pelas classes de ativos mais rentáveis este ano, caso dos mercados emergentes com dois fundos a liderarem a tabela dos mais subscritos”, referiu Rui Olo, responsável para os investimentos na direção de Marketing do ActivoBank.

Os dez fundos mais rentáveis nos últimos doze meses*

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*A APFIPP elabora esta lista não considerando “comissões de subscrição e resgate, bem como outras comissões e encargos eventualmente suportados directamente pelos participantes, que variam de acordo com as condições estabelecidas no regulamento de gestão de cada Fundo”. Além disto, não considera, também, “os Fundos Poupança Acções nem os Fundos Poupança Reforma por terem um Regime Fiscal distinto dos outros FIM Nacionais. Não são igualmente incluídos os Fundos Fechados, os Fundos denominados em moeda diferente do EUR e os Fundos que divulgam o valor das UPs numa periodicidade inferior à semanal.”

 

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