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Os três pontos mais preocupantes sobre o robo-advisor


Muitas são as dúvidas e pontos de interesse que os robo-advisors geram. Num questionário recente realizado pelo CFA Institute e pela Associação Mundial de Profissionais de Investimento, questionou-se os membros a nível mundial sobre o impacto que os robo-advisors terão no futuro. Do número crescente de inovações que proveem das Fintech, assinala a Associação, depreende-se que esta ferramenta será a que maior impacto terá sobre a indústria de serviços financeiros a curto e médio prazo (de um a cinco anos).

A maioria dos questionados – 70% - acredita que os investidores com grande poder aquisitivo serão afectados positivamente pelas ferramentas automatizadas de aconselhamento financeiro ao nível da redução de custos, no que toca à melhoria do acesso ao aconselhamento, e ainda em relação às melhores alternativas de produto.

No entanto, os resultados determinam que é pouco provável que as ferramentas online financeiras automatizadas possam substituir a interação e o serviço dos consultores profissionais no que toca aos investidores institucionais e grandes patrimónios, dado que estes segmentos de mercado não são facilmente adaptáveis às ferramentas de automatização standard que proporcionam os roboadvisors. “Estes grupos de investidores, com grandes carteiras de diversas e complexas necessidades de investimento, é mais do que provável que continuem com o aconselhamento personalizado de profissionais de investimento”, acrescentam.

Fraude, vendas abusivas e qualidade do serviço

Neste questionário também se aproveitou para saber a opinião que estas ferramentas geram ao nível de temas como a fraude, as vendas abusivas e a qualidade do serviço nos mercados.

Quase metade dos questionados acreditam que a crescente prevalência de ferramentas de consultoria financeira vai exacerbar a fraude de mercado, enquanto que outra metade acredita que as pode diminuir. No entanto, os profissionais de investimento deixam claro que as falhas nos algoritmos automatizados de consultoria financeira poderão significar o maior risco introduzido pelos roboadvisors (46% dos questionados), seguido da venda abusiva (30%) e ds problemas de proteção de dados (12%).

O CFA Institute realizou este questionário em fevereiro de 2016, a 3.803 membros a nível global. A Associação recebeu 775 respostas válidas, o que representa uma taxa de resposta de 20%, e a margem de erro é de mais ou menos 3,2%.

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