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Os selecionadores apontam: estas são as 10 gestoras com melhor imagem de marca na Península Ibérica


A marca é um fator muito relevante na indústria de gestão de ativos. Contar com uma boa imagem em relação ao investidor é fundamental num sector cujo negócio se cimenta na base da confiança que o cliente deposita numa entidade no momento de gerir o dinheiro. As gestoras não constroem a marca apenas ao comercializar bons produtos. O serviço também desempenha um papel determinante. Como todos os anos, o relatório Fund Brand 50, um estudo realizado pelo Broadridge Financial Solutions, destaca quais são as dez entidades mais valorizadas pelos selecionadores ibéricos e as variações em relação ao ano anterior.

A novidade é que não há novidades. Pelo menos no pódio. A BlackRock, a J. P. Morgan e a Fidelity International continuam a ser, por esta ordem, as três gestoras com melhor imagem de marca na Península Ibérica. E são-no pelo terceiro ano consecutivo. Contudo, a liderança das gestoras, que no mercado ibérico é encabeçada por Aitor Jauregui, Javier Dorado e Sebastián Velasco, não se circunscreve apenas a esta área. As três entidades  continuam a ser, pela mesma ordem, as empresas de referência na Europa. No quarto posto do ranking mantém-se mais um ano a Carmignac e no quinto surge a Robeco, que sobe três posições em relação ao ano passado e apodera-se do lugar da M&G Investments, que baixa dois.

A evolução das gestoras demonstra que a imagem de marca está intimamente vinculada à evolução dos fluxos. De um modo geral, quando a gestora ganha ativos, a percepção que os selecionadores têm da entidade melhora e o contrário, algo lógico. Segundo dados do barómetro que todos os meses a Funds People publica, da empresa britânica saíram no ano passado 2.200 milhões de euros na Península Ibérica, enquanto a segunda aumentou os seus ativos em aproximadamente 500 milhões. Ambas continuam a ser entidades de referência tanto na Península Ibérica como a nível europeu, onde escalam uma e duas posições, respetivamente, em relação ao ano anterior.

Estar no top dez não é uma tarefa fácil. Se se comparar o ranking das dez maiores gestoras por imagem de marca em 2019 com a classificação de 2018 só há uma variação: a saída da Nordea (que no ano passado era sétima) e a entrada da Schroders, que este ano sobe quatro posições e se situa no nono lugar. O resto mantém-se no mesmo lugar que estava no ano passado – como é o caso da Pictet AM, que continua a ser a sexta do ranking – ou registam ligeiras variações – a PIMCO sobre dois postos e a Invesco baixa um. Logo atrás, a grande velocidade, vêm entidades como a Natixis IM, que em 2019 registou um grande avanço de onze posições face ao ano anterior.

Voltando a comparar o top 10 das gestoras mais valorizadas pelos selecionadores ibéricos com o ranking europeu, as diferenças são essencialmente duas. Na Península Ibérica, a Carmignac e a PIMCO estão incluídas. Na Europa estas duas entidades não estão nesse grupo, ocupando o seu lugar a DWS (que é oitava após perder uma posição) e a Amundi (que é décima após subir dois lugares). Abaixo no top, as marcas que tiveram melhorias mais significativas na percepção da sua marca a nível europeu incluem desde empresas americanas como a Morgan Stanley IM, a T. Rowe Price ou a Wellington Management, até entidades mais locais como a Hermes (no Reino Unido) e o grupo franco-alemão Oddo BHF AM.

“O tamanho não importa quando se trata de construir uma marca credível”, afirma Diana Mackay, diretora geral da Broadridge Global Distribution Solutions. Na sua opinião, o ranking deste ano demonstra, mais do que nunca, que o sucesso de uma marca não se trata apenas de escala, preço e retorno. “A MiFID II teve um efeito disruptivo na indústria, ao pôr um preço no foco da seleção de fundos, mas esta é uma rota direta para a mercantilização. Agora, as gestoras ativas precisam de trabalhar mais arduamente para desenvolver propostas que os clientes considerem autênticas e com as que se querem conectar. É a diferença entre o amor e o gosto. Uma marca perdurável é querida por quem é, em vez de querida por quem faz”, sublinha a especialista.

O estudo destaca alguns aspetos curiosos. Por exemplo, que o ISR é o calcanhar de Aquiles para muitos dos grandes players dos Estados Unidos enquanto as entidades mais pequenas e os especialistas temáticos continuaram este ano a melhorar a sua imagem de marca. Neste sentido, a boutique sueca Lannebo Fonder volta a ser, mais um ano, a entidade mais valorizada pelos selecionadores europeus. As gestoras especializadas capazes de gerar alfa continuam a despertar muito interesse mas, até no caso das empresas mais pequenas, os selecionadores dão muita importância à solidez corporativa e identificam a estabilidade da equipa de investimento como o fator de maior peso no momento de valorizar a marca.

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