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Os resistentes imobiliários da última década


Nos últimos dez anos os fundos imobiliários oscilaram devido a diversas vicissitudes, como foi o caso da crise do subprime no mercado norte-americano ou o problema de dívida soberana na Europa.

A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) divide os fundos imobiliários em Abertos de Acumulação e Abertos de Rendimento, além dos mais tradicionais Fundos Fechados. Em relação aos primeiros, e segundo a definição presente na Associação, são fundos que “reinvestem automaticamente os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras, não distribuindo rendimentos”, enquanto os segundos “distribuem os rendimentos gerados aos participantes, de forma periódica”.

Analisando os dez anos anteriores ao passado dia 20 de fevereiro, verificamos que os fundos com dados para esse período apresentam uma rendibilidade média anualizada de 1,43%. Na liderança da tabela surgem dois produtos que se enquadram na categoria dos “fundos imobiliários de rendimento”. O vencedor foi o VIP, seguido do Imofomento. O primeiro, gerido pela Silvip obteve uma rendibilidade anualizada de 3,88% enquanto o segundo da responsabilidade da BPI Gestão de Activos tem ganhos anuais de 3,21%.

Estes foram os únicos produtos com um retorno acima de 3%. O último lugar do top 3 é ocupado pelo Finipredial, o primeiro fundo “aberto de acumulação” da tabela. Gerido pela Montepio Valor, o fundo obteve uma subida anual de 2,55% nos últimos dez anos.

Destaque, ainda, para o Fundimo da Fundger que apresenta uma rendibilidade anualizada de 2,39% no período analisado. Estes fundos foram os únicos que conseguiram superar a barreira dos 2%, de forma anualizada, na última década.

Acima de 1% figuram os fundos AF Portfólio Imobiliário, da Interfundos; o Popular Predifundo da Popular Gestão de Activos; o NB Património da GNB Gestão de Activos e ainda o NovImovest da Santander Asset Management.

Os fundos imobiliários nos últimos dez anos

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Fonte: APFIPP a 20 de fevereiro
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