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Os quatro fundos de obrigações com rentabilidade superior a 4% no último ano


O último ano parece ter sido positivo para grande parte das classes de ativos, e ainda que as ações se tenham mantido no topo das preferências dos investidores, as obrigações continuam a atrair atenções num contexto de normalização da política monetária e de subida da inflação. Dito isto, façamos uma análise à rentabilidade alcançada pelos fundos de obrigações nos últimos doze meses. Numa primeira instância, verificamos que apenas quatro produtos superaram a barreira dos 4% de rentabilidade. Por outro lado, a GNB Gestão de Ativos parece surgir em posição de destaque, não só porque dois destes quatro produtos são da sua responsabilidade, mas também por apresentar o produto mais rentável neste período (e o único que ultrapassou os 10% de ganhos).  

De facto, o fundo da categoria de fixed income mais rentável dos últimos doze meses (por larga margem, diga-se de passagem) é o NB Obrigações, que obteve uma rentabilidade de 14,57%. Gerido por Vasco Teles e com um património sob gestão superior a 49 milhões de euros, a sua carteira é composta na sua totalidade por obrigações soberanas europeias.

Imediatamente a seguir encontramos um produto da Caixagest, que obteve uma rentabilidade de 4,80% e que detém um volume de ativos sob gestão de 19,39 milhões de euros. Trata-se do Caixagest Oportunidades, um fundo cuja carteira apresenta uma exposição superior ao segmento de obrigações corporativas, sendo que entre as cinco maiores posições encontramos quatro obrigações emitidas pela Brisa, Ren, Galp Energia e apenas um título governamental português.

Na terceira posição encontramos um dos recentes vencedores dos Morningstar Awards, um produto premiado enquanto ‘Melhor Fundo Obrigações Euro’. Falamos do Montepio Taxa Fixa, cuja rentabilidade no período em análise se fixou nos 4,70%. Com um património sob gestão de cerca de 6,60 milhões de euros, a sua carteira apresenta exposição a obrigações não só governamentais, mas também corporativas. As suas maiores posições vão desde obrigações soberanas portuguesas, francesas, espanholas ou italianas; obrigações corporativas de empresas como a EDP ou Infraestruturas de Portugal; e, ainda, dois ETF – um que procura replicar o comportamento do índice Barclays EUR Corporate Interest Rate Hedged e outro que procura replicar o índice Barclays Euro Government Bond 1-3 Year Term.

O quarto e último produto a apresentar uma rentabilidade superior a 4% no último ano é, à semelhança do produto mais rentável, da responsabilidade da GNB Gestão de Ativos. Gerido por João Zorro, o NB Rendimento Plus alcançou uma rentabilidade de 4,19% no período em análise, apresentando uma carteira composta cuja exposição a obrigações corporativas é superior a 50%. Não obstante, são as obrigações governamentais que predominam nas maiores posições em carteira – obrigações soberanas portuguesas e gregas e Bilhetes do Tesouro italiano.

Maior desvio padrão, maior rentabilidade

Analisando o desvio padrão registado pelos quatro produtos acima referidos, chegamos à conclusão de que o produto cujo desvio padrão é mais elevado, é também aquele que maior rentabilidade apresenta. Assim, o NB Obrigações Europa apresenta um desvio padrão de 4,48%, tendo alcançado uma rentabilidade de 14,57%.

Por outro lado, o Caixagest Oportunidades apresenta um desvio padrão menor que os fundos da Montepio Gestão de Activos e da GNB Gestão de Ativos, sendo que alcançou uma rentabilidade superior. Para um ganho de 4,80%, o fundo da Caixagest registou um desvio padrão de apenas 1,24%. Já o Montepio Taxa Fixa e o NB Rendimento Plus apresentam um desvio padrão de 1,39% e 1,87%, respetivamente, tendo obtido uma rentabilidade menor.

Fundos fixed income com rentabilidade superior a 2% a um ano

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Fonte: Morningstar Direct, março de 2018

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