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Os melhores fundos flexíveis do ano passado


O ano de 2016 foi vincado, em termos de volatilidade, nos mercados financeiros. De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP, os fundos flexíveis são aqueles que "não assumem qualquer compromisso quanto à composição do património nos respectivos documentos constitutivos". Esta definição pode ser uma peça fulcral para os produtos flexíveis em períodos em que a volatilidade é a "artista principal" nas praças financeiras.

A Associação evidencia que existem cerca de duas dezenas de produtos que se enquadram na definição de fundo flexível, com o BPI Brasil a liderar a lista com uma rendibilidade superior a 57%. Com esta valorização, em euros, foi o segundo produto nacional com melhor performance ao longo do ano passado, tendo ficado apenas atrás do BPI Brasil Valor. O produto é gerido por João Caro Sousa e tinha, no final de dezembro, um património superior a 30 milhões de euros. Na factsheet de dezembro do produto era possível ler que "a economia brasileira está lentamente a sair da pior recessão das últimas décadas". O gestor refere, ainda, que "temos vindo a assistir a uma recuperação da confiança dos consumidores, o investimento e o consumo interno têm vindo a aumentar, o governo propõe se a fazer reformas estruturais essenciais para o Brasil voltar ao crescimento económico sustentado e a instabilidade política, uma das grandes incógnitas para 2017, tem vindo a diminuir". João Caro Sousa refere que com estas razões acredita que "estão reunidas condições para uma performance positiva em 2017".

Fundos Selecção da Optimize em evidência

Logo depois surgem fundos que fazem parte do espólio da Optimize Investments Partners. Lançados no último trimestre de 2015, os fundos apresentam-se ao mercado em duas categorias, onde a maior diferença reside nos custos relativos à comissão de gestão. Os fundos de categoria A estão disponíveis para todos os investidores, enquanto os de Categoria B são apenas para os "membros da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) e/ou subscritores da PROTESTE INVESTE", conforme revelam os prospectos.

O fundo Optimize Selecção Agressiva surge em primeiro desta lista da entidade, ao apresentar uma rendibilidade de 8%, com as ações a representarem cerca de 80% do portefólio. Já o Optimize Selecção Base apresentou uma subida de 7,6%, com as ações a representarem mais de metade do portefólio líquido do produto; enquanto que o Optimize Selecção Defensiva sofreu um incremento a rondar os 3,6% com as obrigações a serem a classe de ativos mais representativa no portefólio.

Os melhores fundos flexíveis de 2016

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Fonte: APFIPP no final de dezembro de 2016

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