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Os melhores fundos de obrigações do primeiro trimestre


Já ultrapassámos o primeiro trimestre do ano, que contrariamente ao último ano, nao foi muito rico em acontecimentos que fizeram mexer os mercados financeiros. Em destaque, apenas a tomada de posse de Donald Trump e ainda o facto dos principais índices bolsistas do país do Tio Sam - S&P 500, Nasdaq e Dow Jones - terem atingido os valores mais altos da sua história, com destaque para o Dow Jones que superou a barreira dos 20 mil pontos.

Existem diversas classes de ativos, sendo que uma delas é de obrigações. A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP - divide os fundos de obrigações em três categorias: os fundos de obrigações de taxa indexada, os fundos de obrigações euro e ainda os fundos de obrigações internacionais. Na sua totalidade, podemos encontrar 22 fundos de investimento que se enquandrem num destes três segmentos.

De todos os fundos que fazem parte do segmento de obrigações, aquele que registou a melhor performance no primeiro trimestre do ano foi o BPI Obrigações Mundiais. Sob alçada da BPI Gestão de Activos, o fundo registou ganhos de 1,66%, conforme revela a APFIPP. Na ficha de fevereiro, a última disponível atualmente, lia-se que "o mês de fevereiro continuou a ser benéfico para o crédito como um todo", com o fundo a beneficiar da "sua exposição à classe." Nessa mesma data, o fundo geria perto de 50 milhões de euros com o maior ativo em carteira a ser STENA AB-7.875%-15.03.2020. Este fundo foi, ali´ss, o único que registou uma rendibilidade superior a 1% no primeiro trimestre deste ano.

Com um incremento de 0,74% nos primeiros três meses de 2017 surge o Optimize Europa Obrigações. Sob alçada da Optimize Investment Partners, trata-se de um "fundo europeu de obrigações de emitentes públicos ou privados do mercado europeu", com "pelo menos 50% Investment Grade, podendo ajustar a exposição do seu investimento a títulos high yield até 49,9%", conforme se pode ler no prospecto do produto. Analisando o fundo, verificamos que o seu património ascende a mais de onze milhões de euros com o maior investimento em carteira a ser realizado em dívida pública portuguesa.

O pódio fecha com um produto gerido pela GNB Gestão de Ativos: o NB Obrigações Europa. Sob alçada de Vasco Teles, o fundo regista uma rendibilidade de 0,65% no período em análise. Na ficha de fevereiro, assinada pelo gestor, é possível ver que foi a "Grécia" e o "risco de taxa de juro" que ajudaram o fundo a conseguir ter a rendibilidade que registou; do outro lado, a "exposição a inflação" não deixou que o produto tivesse ganhos superiores ao que registou. Em termos de ativos, a carteira contabilizava mais de 25 milhões de euros, com mais de 99% a estarem aplicados em títulos de dívida soberana.

Os fundos de obrigações mais rentáveis* no primeiro trimestre do ano

Fundo Gestora Categoria APFIPP Rendibilidade 1º Trim 2017 %
BPI Obrigações Mundiais BPI Gestão de Activos Obrigações Internacionais 1,662
Optimize Europa Obrigações Optimize Investment Partners Obrigações Internacionais 0,744
NB Obrigações Europa GNB Gestão de Ativos Obrigações Euro 0,652
Caixagest Obrigações Mais Caixagest Obrigações Euro 0,536
CA Rendimento Crédito Agrícola Gest Taxa Indexada Euro 0,459
NB Capitalização GNB Gestão de Ativos Taxa Indexada Euro 0,399
IMGA High Yield Bond Selection IM Gestão de Ativos Obrigações Euro 0,382
NB Renda Mensal GNB Gestão de Ativos Taxa Indexada Euro 0,346
Montepio Taxa Fixa Montepio Gestão de Activos Obrigações Euro 0,301
Caixagest Obrigações Caixagest Taxa Indexada Euro 0,284
IMGA Rendimento Semestral IM Gestão de Ativos Obrigações Euro 0,225
Caixagest Curto Prazo Caixagest Taxa Indexada Euro 0,183
Montepio Obrigações Montepio Gestão de Activos Taxa Indexada Euro 0,163
IMGA Euro Taxa Variável IM Gestão de Ativos Taxa Indexada Euro 0,095
Santander MultiCrédito Santander Asset Management Taxa Indexada Euro 0,002

Fonte: APFIPP no final do mês de março de 2017. *Apenas os fundos com rendibilidades positivas.

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