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Os gestores ganham otimismo na reta final do ano... mas com moderação


O Bank of America Merril Lynch acabou de publicar o seu inquérito a gestores e nele é notório que os profissionais de investimento ainda estão muito preocupados com a evolução da economia e da guerra comercial, que continua no primeiro lugar da sua lista de riscos, e começam a assumir mais algum risco nas suas carteiras, ainda que com muita moderação.

Concretamente, a exposição a ações aumentou em 5 pontos percentuais até uma sobreponderação de 1%, número muito baixo, mas positivo. Muitos desses gestores que estão a voltar a confiar no potencial do mercado de ações optam por cobrir posições num contexto de mercado que continua a estar repleto de armadilhas. Concretamente, 30% dos gestores afirma que se protegeu contra o risco de que aconteça uma forte queda no mercado de ações durante os próximos três meses.

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Além disso, na exposição por sectores continuam a predominar nas carteiras os considerados mais defensivos como são o das farmacêuticas, a tecnologia e o consumo discricionário ao mesmo tempo que continuam a subponderar nas suas carteiras outros mais ligados ao ciclo como o dos materiais ou o da energia.

No momento de identificar o tipo de ativos que estão mais sobrevalorizados no mercado sabem que os maiores não fazem parte do universo das ações já que no número um figuram as obrigações governamentais europeias, no segundo lugar os ativos de private equity e, no terceiro, aparecem as ações growth que negociam nos EUA.

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O modesto posicionamento no mercado dos gestores não deve surpreender tendo em conta as grandes dúvidas que ainda têm a respeito do futuro económico mais imediato e também sobre como evoluirá no curto prazo o grande evento que sacudiu os mercados este ano, o da guerra comercial.

Com respeito à saúde económica, 37% os gestores acreditam que a economia se vai debilitar nos próximos 12 meses, 9 pontos a mais do que no mês anterior, e cresce o número de profissionais que defende que é a política fiscal e não a monetária a que poderá reverter a tendência. Concretamente, 57% acredita que já é muito restritiva.

Relativamente à guerra comercial, a opinião maioritária continua a ser de que este conflito iniciado entre os EUA e a China, mas que também salpica o resto do mundo, é algo que não se resolverá a curto prazo nem a médio ou longo prazo já que 43% o classifica como um “new normal”.

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