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Commodities em evidência nos ETFs mais negociados em fevereiro


activobank“Nos ETFs, o ActivoBank continua a verificar que a alavancagem é a principal solução de investimento dos nossos clientes”, assegura João Graça. Para o profissional, o posicionamento em ETFs demonstrou em fevereiro “uma crença quase total na valorização do mercado”, mantendo a tendência de janeiro. Ainda assim, houve algumas mudanças no top, com o setor de extração do ouro a ocupar o lugar cimeiro com o produto Direxion Daily Junior Gold Miners Index Bull 3X Shares. “Possivelmente devido à forte desvalorização”, justifica o product manager da plataforma.

China e mercados emergentes em destaque

A nível geográfico, os mercados emergentes e a china continuam a ser uma das principais opções para o atual momento de mercado, onde o hard-landing parece mais longe”, explica João Graça. Opções que podem estar relacionadas com a preocupação pelo risco geopolítico. “Em conjunto com a Alemanha acredita-se que tenham um dinamismo económico próprio de alguma forma imune a eventos sociopolíticos de 2017. Este mês evidenciou-se a procura por Small e Mid Caps globais como forma de procurar um crescimento mais rápido ou o momentum de algumas fusões e aquisições”, diz o profissional, acrescentando que, na generalidade, os investidores no ActivoBank utilizam os ETFs como investimentos de curto prazo - muitos inclusive são intraday.

logotipo_BancoBestNo Banco Best, a liderança mantém-se. Em fevereiro o ETF mais negociado voltou a ser o iShares Core MSCI World UCITS ETF USD (Acc) EUR, “que procura acompanhar o desempenho de um índice constituído por empresas dos países mais desenvolvidos do mundo, oferecendo a possibilidade de investimento direto numa grande diversidade de setores de empresas destes países, mas com maior incidência em empresas dos Estados Unidos da América”, explica Carlos Almeida, diretor de investimentos da entidade. Em segundo lugar ficou o produto iShares MSCI Eastern Europe Capped que “oferece exposição diversificada a ações de países emergentes da Europa de Leste que cumpram os critérios de dimensão e liquidez e procura acompanhar o desempenho de um índice constituído por empresas selecionadas destes países”. A completar o trio de mais negociados está um fundo com foco no mercado chinês. É o iShares China Large-Cap, da gestora iShares BlackRock, que investe nas 50 empresas chinesas líderes, “ou seja, de maior capitalização, cotadas na Bolsa de Valores de Hong Kong, essencialmente do setor financeiro e energia”, elucida o profissional do Best.

Ainda nos ETFS mais transacionados em fevereiro está o Vanguard Total Stock Market, “que tem o objetivo replicar o índice norte-americano CRSP US Total Market Index que integra ações de grandes, médias, pequenas e micro empresas negociadas regularmente nos mercados NYSE e Nasdaq, representando deste modo aproximadamente 100% das ações de empresas passíveis de serem investidas nos EUA” e o iShares MSCI Japan EUR Hedged UCITS ETF EUR, que representa o mercado japonês e que “permite o investimento diversificado focado 100% em empresas japonesas e sem risco cambial”, explica Carlos Almeida.

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Isabel Soares revela que a negociação de ETFs em fevereiro registou volumes “bastante interessantes”: “a tipologia dos produtos (no que respeita a classes de activos) que registaram maiores flows constitui uma novidade relativamente às tendências que vinham a ser observadas no decorrer dos últimos períodos”. Para a product specialist do BiG, a negociação de ETFs sobre commodities esteve em evidência. “De uma forma genérica, destacamos os volumes registados em títulos com exposição ao petróleo ou ouro”, diz, alertando que “a particularidade que todos estes ETFs partilham é o facto de evidenciarem níveis significativos de inflows e outflows”.

Quanto aos produtos com exposição ao segmento acionista, o destaque da plataforma vai para os volumes em ETFs “com enfoque sectorial, nomeadamente em empresas do sector energético ou da banca”. A profissional destaca o produto iShares STOXX® Euro 600 Banks. Do BiG chega também uma nota sobre a procura pelo ETF iShares MSCI Emerging Markets, que registou “inflows significativos” e cujo enfoque é em economias emergentes, e pelo Vanguard S&P 500, o segundo ETF mais vendido na Europa no ano passado, cujo objetivo é “replicar o índice de large caps norte-americanas e que também evidenciou níveis de procura assinaláveis no período”.  Isabel Soares tece ainda uma breve consideração sobre os ETFs com enfoque no segmento de rendimento fixo. “Ainda que a sua negociação, no período, não tenha sido (de forma global) tão expressiva como a verificada noutros tipos de ETFs, podemos destacar neste segmento a negociação de produtos que permitem aos investidores assegurar exposição ao segmento de high yield”, conclui.

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