Os cinco fundos mais próximos de serem os mais rentáveis de 2018


O ano de 2018 tem-se revelado complicado e bastante desafiante para os investidores. Nervosismo e incerteza são algumas das palavras que têm caracterizado o contexto que se vive nos mercados, num ano que parecia iniciar-se tal e qual como tinha terminado o ano de 2017, no qual a maioria dos ativos “sorria” aos investidores, oferecendo-lhes rentabilidades positivas. O cenário atual parece ser bastante diferente, com grande parte dos ativos a apresentarem tons mais vermelhos. A grande exceção parece ser o mercado americano, que aparenta manter a sua robustez, continuando a ser o universo de investimento favorito de muitos investidores.

E é com base neste contexto que procurámos olhar para a rentabilidade YTD alcançada pelos fundos nacionais e perceber que produtos se encontram melhor posicionados para se tornarem nos mais rentáveis do ano. E, de facto, o mercado norte-americano parece surgir em claro destaque, com três dos cinco produtos mais rentáveis a apresentar este mercado como universo de investimento.

Contudo, apesar da maior preponderância do mercado norte-americano, o fundo mais rentável até novembro é o Caixagest Infraestruturas, que apresenta uma rentabilidade de 11,10%. Gerido pela Caixagest, este fundo detém um volume de ativos sob gestão superior a 90 milhões de euros, apresentando, ainda assim, uma exposição ao mercado norte-americano de 77,76% (o mais preponderante em carteira).

Os três produtos que se seguem são todos fundos de ações americanas, sendo o mais rentável o fundo da BPI Gestão de Activos. Falamos do BPI América, produto que alcançou uma rentabilidade de 8,22% nos últimos 11 meses e que gere atualmente um património de 17,36 milhões de euros. O sector tecnológico é o mais preponderante em carteira, com uma exposição de 21,18%, detendo como principais posições em carteira nomes como Microsoft, Amazon, Apple ou Merck & Co. e ainda um futuro sobre o S&P500.

Segue-se o Caixagest Acções EUA, cuja rentabilidade nos últimos 11 meses se fixou nos 7,54% e que atualmente gere um volume de ativos na ordem dos 111,18 milhões de euros. Ao contrário do fundo da BPI Gestão de Activos, o produto da Caixagest apresenta como sector mais preponderante em carteira o sector industrial, com 21,50% do total. Entre as maiores posições encontramos títulos como Boeing Co., UnitedHealth Group, Goldman Sachs Group ou Apple.

Imediatamente a seguir surge o IMGA Acções América com uma rentabilidade de 7,10%. Gerido por António Dias e Nuno Marques, o fundo da IM Gestão de Ativos apresenta uma exposição de 23,88% ao sector de consumo não-cíclico e detém títulos como a Microsoft, Apple, JPMorgan Chase & Co. e Alphabet como maiores posições em carteira.

Nota, ainda, para o fundo de obrigações da responsabilidade da Dunas Capital, o EuroBic Tesouraria B USD, cuja rentabilidade se fixou nos 7,07%, sendo este o único fundo de obrigações a constar entre os mais rentáveis nos últimos 11 meses. Entre as maiores posições em carteira encontramos tanto obrigações soberanas de Espanha, França e Itália, como obrigações corporativas, como é o caso de obrigações da Saudacor ou José de Mello Saúde, mas também depósitos a prazo de bancos nacionais e não só.

Fundos nacionais mais rentáveis até novembro de 2018

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Fonte: Morningstar Direct, novembro de 2018

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